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Estado de Minas

Marielle Franco e chefe Raoni, finalistas do prêmio Sakharov da Eurocâmara


postado em 08/10/2019 12:43

A candidatura de três ativistas brasileiros - a vereadora assassinada Marielle Franco, o chefe Raoni e a ambientalista Claudelice Silva dos Santos - está entre os finalistas do Prêmio Sakharov da Eurocâmara, afirmaram fontes parlamentares nesta terça-feira (8).

A lista se completa com o intelectual uigur Ilham Tohti, condenado à prisão perpétua por Pequim, e com um grupo de adolescentes do Quênia que criaram um aplicativo para ajudar meninas afetadas pela mutilação genital feminina.

Os social-democratas e a esquerda radical apresentaram os ativistas brasileiros, aos quais se somaram os Verdes, que retiraram sua candidatura conjunta de Marielle e do ex-deputado brasileiro Jean Wyllys, defensor do coletivo LGTBIQ e que, em 2019, decidiu se exilar na Europa.

Os liberais apresentaram, por sua vez, Tohti, Prêmio Václav Havel 2019 do Conselho da Europa, enquanto o grupo de Conservadores e Reformistas Europeus (CRE) indicou os adolescentes do Quênia.

O candidato do Partido Popular Europeu (PPE, direita), o oponente russo Alexei Navalny, não passou no corte dos nomes.

Em 2018, seu candidato, o cineasta ucraniano Oleg Sentsov, recentemente libertado após cinco anos de prisão na Rússia, ganhou esse reconhecimento.

Desde 1988, a Eurocâmara coroa com este prêmio, dotado de 50.000 euros, associações como Enough Now! (2000) e personalidades como Nelson Mandela (1988), Malala Youfsafzai (2013) e Aung San Suu Kyi (1990).

Em 2017, os opositores venezuelanos se tornaram os quintos vencedores latino-americanos, depois da associação argentina Mães da Praça de Maio (1992), bem como dos dissidentes cubanos Guillermo Fariñas (2010), Associação Damas de Branco (2005) e Oswaldo Payá (2002).

A Eurocâmara anunciará em 24 de outubro o vencedor desta edição.

A cerimônia de entrega acontece em Estrasburgo, no nordeste da França, em 18 de dezembro.


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