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Estado de Minas

Loewe faz uma ode à delicadeza


postado em 27/09/2019 20:07

A marca Loewe trouxe para a passarela parisiense um desafio à lei da gravidade com uma coleção leve, repleta de rendas e transparências.

Na sede da Unesco, local habitual dos desfiles dessa marca de origem espanhola, o diretor artístico Jonathan Anderson apostou no domínio do branco em um cenário floral com vasos gigantes.

Os vestidos brancos para a primavera-verão são transparentes e enfeitados com laços na cintura, ou vaporosos com modelagem trapézio. A gaze e o tule são protagonistas, combinados com bolos de pele, uma tradição da marca propriedade do grupo de luxo LVMH.

O estilista da Irlanda do Norte introduziu detalhes chamativos nessa coleção de peças delicadas, como as saias com pequenas anáguas de crinolina.

Os acessórios desempenharam um papel crucial no desfile, como os óculos futuristas que contrastavam com o romantismo reinante e os cintos com grandes pérolas brancas.

- Celine: mais uma vez nostálgica -

A nova coleção feminina da marca Celine, a terceira assinada pelo estilista Hedi Slimane, lembrou inevitavelmente seu último desfile em março, em que homenageou os anos 1970.

A lenda da moda dos anos 2000 voltou há exatamente um ano para as passarelas, dois anos depois de sua saída da Yves Saint Laurent. Em sua estreia, foi acusado por muitos fãs da Celine e boa parte da crítica de trair o legado de sua antecessora, a britânica Phoebe Philo.

Philo criou a tradição "chique-esportiva" da Celine e os críticos de Slimane não o perdoaram que, em plena era #MeToo, trouxesse de volta silhuetas justas para adolescentes festejando em uma boate.

Em março, o estilista pareceu tomar nota das críticas, e nessa sexta-feira reafirmou sua aposta, propondo jeans e calças 'culotte', de modelagem ampla e comprimento midi, combinadas com blusas com laços e óculos escuros de aviador.

"Em um contexto em que a moda existe para uniformizar, em que a roupa das ruas está 'logotipada', a parisiense neoburguesa da Celine passaria quase por uma 'punk', totalmente fora do lugar (...) A radicalidade é uma linha oblíqua que se movimenta contrariando o gosto do momento e as ideias pré-concebidas", disse Slimane sobre seu trabalho em entrevista para edição francesa da revisa Vogue.


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