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Estado de Minas

Petroleiro sueco "Stena Impero" entra em águas internacionais


postado em 27/09/2019 08:31

O petroleiro sueco "Stena Impero", retido desde julho pelo Irã, deixou as águas territoriais iranianas depois de receber a autorização final de Teerã e já está em águas internacionais, segundo seu proprietário sueco.

"Ele entrou em águas internacionais há 15 minutos", disse à AFP Erik Hanell, proprietário do navio-tanque, explicando que estava indo para Dubai.

As forças navais da Guarda Revolucionária, o exército de elite do Irã, interceptaram o navio de bandeira britânica em 19 de julho, acusando-o de não respeitar o código marítimo internacional depois de colidir com uma embarcação de pesca.

"O 'Stena Impero' começou a se mover em direção às águas internacionais do Golfo Pérsico", disseram as autoridades marítimas iranianas, enfatizando que essa saída não significa que o caso esteja encerrado.

Imagens transmitidas pela televisão pública iraniana mostraram o navio-tanque saindo do porto de Bandar Abbas (sul), para onde havia sido levado após ser apreendido, juntamente com seus 23 tripulantes.

Na quarta-feira, o ministério das Relações Exteriores do Irã explicou que "o capitão e o proprietário (do navio-tanque) assinaram um compromisso por escrito, no qual aceitaram antecipadamente o veredicto que será pronunciado quando o processo terminar".

O confisco do navio sueco em julho ocorreu dias após o petroleiro iraniano "Grace 1" sofrer o mesmo destino em Gibraltar por ação das autoridades britânicas. Gibraltar ordenou a apreensão do navio, suspeito de transportar petróleo para a Síria.

As apreensões de navios coincidiram com um aumento de tensão na região protagonizada por Estados Unidos e o Irã, após a retirada unilateral americana do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Em maio e junho deste ano, os Estados Unidos acusaram o Irã de ataques e sabotagens contra petroleiros na região do Golfo, onde Teerã também destruiu um drone militar americano.

O Irã também foi apontado internacionalmente como autor dos ataques contra infraestruturas petrolíferas sauditas em 14 de setembro, embora tenha negado qualquer envolvimento nesses eventos.


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