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Estado de Minas

Grupo de 20 países se compromete com imprensa livre e plural


postado em 26/09/2019 17:49

Um grupo de 20 países assinou nesta quinta-feira (26), nas Nações Unidas, uma associação de cooperação, por meio da qual se comprometem a garantir uma informação "livre, independente, plural e confiável", especialmente na Internet, um território privilegiado da desinformação.

"O surgimento de um espaço digital global está sacudindo o mundo da informação, trazendo progresso junto, mas também riscos", declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian.

A França foi um dos países que aderiram ao texto, firmado no âmbito da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

"O enfraquecimento do jornalismo profissional, a manutenção de um controle político sobre os veículos em muitos países, a produção de desinformação em massa on-line, especialmente durante as campanhas eleitorais, minavam a confiança nas instituições democráticas, inclusive nos meios profissionais livres", acrescentou.

Lançada pela ONG Repórteres sem Fronteiras, a iniciativa Aliança sobre Informação e Democracia foi firmada por países de todos os continentes, como Canadá, Coreia do Sul, Costa Rica e Tunísia.

O documento detalha os princípios do direito à informação confiável, sobretudo, na Web, da "neutralidade política, ideológica e religiosa dos algoritmos" até a responsabilidade dos provedores de serviços on-line.

Os Estados signatários se comprometem a promover marcos jurídicos nacionais e internacionais nesse sentido e a estimular as empresas jornalísticas a respeitarem os princípios de transparência, responsabilidade e neutralidade.

"É a primeira vez, desde o surgimento do espaço digital de informação e comunicação, que os Estados enunciam os princípios democráticos" nesta área, adaptados para a era tecnológica, afirmou o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire.

Segundo ele, "o caos informacional, a selva informacional em que vivemos, por definição, favorece os predadores. Se as democracias não estabelecem as regras, então, os regimes despóticos e os interesses privados vão fazer isso".

"Os critérios adotados são claros: uma informação é confiável na medida em que sua coleta, seu tratamento e sua difusão são livres, independentes, diversos e baseados no direito de várias fontes em um panorama midiático plural, onde os fatos possam dar lugar a interpretações e pontos de vista variados", completou o chanceler francês.


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