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Estado de Minas

Netanyahu e Gantz aceitam negociar governo de coalizão


postado em 23/09/2019 19:43

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu principal adversário, Benny Gantz, concordaram na noite desta segunda-feira em negociar a formação de um governo de coalizão depois das eleições legislativas em que Gantz superou Netanyahu por dois deputados.

Depois de ter se reunido com ambos os candidatos nesta segunda-feira em sua residência em Jerusalém, o presidente israelense, Reuven Rivlin, apostou na formação de um "governo de união".

"A responsabilidade de formar um governo é de vocês. A população espera que vocês encontrem uma solução (...), ainda que por isso tenham que pagar um preço no nível pessoal ou ideológico", assegurou o presidente israelense após a reunião dos três dirigentes.

Esse encontro-chave acontece após os resultados das eleições, em que os partidos de Gantz e Netanyahu ficaram emparelhados, o que colocou em risco a permanência do atual premiê no cargo.

Separadamente, ambos os candidatos estão longe de reunir os 61 deputados necessários para alcançar a maioria absoluta no Parlamento de Israel.

Após a reunião com Rivlin, Netanyahu e Gantz discutiram entre si por um breve período e concordaram em continuar essas negociações na terça e quarta-feira, por meio de suas respectivas equipes.

Segundo um comunicado conjunto, os dois candidatos "conversaram sobre como promover a unidade em Israel e concordaram que os líderes negociadores de ambos os partidos se reunirão amanhã (terça-feira)".

Netanyahu e Gantz voltarão a se encontrar pessoalmente na quarta-feira.

Após essa reunião, eles deverão voltar a conversar com o presidente israelense, que designaria o candidato encarregado de formar um governo. Essa decisão poderá colocar um ponto final na era Netanyahu, o premiê mais longevo na história de Israel, depois de 13 anos no poder.

- O final da era Netanyahu? -

O partido Azul e Branco (centro), de Benny Gantz, conquistou 33 cadeiras nas eleições de 17 de setembro, enquanto o Likud, de Benjamin Netanyahu (direita), obteve 31.

O final da era Netanyahu pode ser um ponto de inflexão na política israelense.

Ele foi primeiro-ministro por mais de 13 anos, um recorde, mas também poderá enfrentar, nas próximas semanas, acusações por corrupção, já que sua audiência judicial está prevista para o começo de outubro.

A Lista Unida dos partidos árabes rompeu neste domingo com sua atitude dos últimos 25 anos, ao decidir apoiar um candidato a primeiro-ministro, neste caso, Benny Gantz.

Ao anunciar sua decisão, a aliança árabe ressaltou que sua intenção era ajudar a tirar Netanyahu do poder, o que não significa que apoiarão, necessariamente, as políticas de Benny Gantz.

A Lista Unida de partidos árabes obteve 13 deputados e se tornou a terceira força política no Parlamento.

Espera-se que Rivlin nomeie um candidato para formar o governo na quarta-feira, quando lhe entregarem os resultados definitivos das eleições.

A pessoa escolhida terá 28 dias para formar um executivo, com uma possível prorrogação de duas semanas. Caso não consiga, Rivlin poderá encomendar a tarefa a outro candidato.

Durante as consultas do presidente, Gantz obteve o apoio de 54 deputados, enquanto 55 apoiaram Netanyahu.

Esses apoios, no entanto, não incluem o do ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, um nacionalista laico, líder do partido Beiteinou, que até o momento não deu seu aval a qualquer candidato e que poderá ser determinante para o governo.


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