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Estado de Minas

Veja os atuais compromissos climáticos dos maiores emissores


postado em 23/09/2019 11:25

O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebe nesta segunda-feira (23) uma cúpula do clima com o objetivo de fazer os líderes mundiais revisarem seus compromissos para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Veja o estado atual dos compromissos dos principais países emissores, formalizados no âmbito do Acordo Climático de Paris assinado em 2015.

Cada país é livre para definir seus objetivos e seu ano de referência, o que dificulta comparativos.

Mesmo que todos esses objetivos declarados sejam alcançados, não seria suficiente para conter o aquecimento global "bem abaixo dos 2°C em comparação aos níveis pré-industriais", conforme estipulado no acordo de 2015, mas esses compromissos levariam ao aquecimento cerca de 3°C, segundo as Nações Unidas.

- China

A China está comprometida com reduzir suas emissões de dióxido de carbono até 2030. Deve ser capaz de fazê-lo, afirmam especialistas do clima.

Pequim também estabeleceu uma meta de que 20% de seu consumo de energia venha de energias não fósseis (renováveis e nuclear). Este objetivo parece mais distante.

- Estados Unidos

Os compromissos dos EUA datam da presidência de Barack Obama: redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa de 26% para 28% até 2025, em comparação com 2005.

Em 2017, Donald Trump anunciou sua intenção de deixar o Acordo de Paris (efetivo a partir de 2020) e imediatamente comprometeu os pilares do plano climático de seu antecessor, principalmente sobre as usinas de carvão e indústria automobilística, entre outros.

- União Europeia

A UE está comprometida com uma redução de 40% até 2030, em comparação com 1990.

A Comissão Europeia prevê que esse objetivo seja superado, mas deseja a adoção, por parte dos Estados-Membros, de um objetivo mais ambicioso: uma neutralidade climática em 2050. O consenso ainda não existe, e as negociações continuam.

- Índia

A Índia, que se tornou o quarto maior emissor do mundo no início da década, à frente da Rússia, prometeu reduzir a intensidade das emissões de sua economia entre 33% e 35% até 2030, em comparação com 2005: isso significa que cada dólar do Produto Interno Bruto (PIB) vai gerar um terço a menos de gases causadores do efeito estufa.

O país, que investe pesado em energia solar, mas continua a depender fortemente do carvão, está no caminho certo para alcançar seu objetivo, além de ter outro compromisso: fixar energia de fontes não fósseis em 40% até 2030.

De acordo com o Climate Action Tracker, poderá fazer isso na década de 2020.

- Países adotaram o objetivo de neutralidade de carbono

Dois pequenos países, Butão e Suriname, já são neutros em carbono, segundo um estudo da ONG britânica ECIU apresentado em junho.

Muitos outros anunciaram sua intenção de alcançar esta categoria até 2050, ou mesmo antes. De acordo com o site climatechangenews, estes são os países que inscreveram o objetivo em sua legislação, ou em seus compromissos para o Acordo de Paris:

- em 2030: Noruega e Uruguai

- em 2045: Suécia, bem como o estado da Califórnia, nos EUA

- em 2050: Fiji, França (votação final do Senado no final de setembro) e Reino Unido.

A adoção desse objetivo está longe de indicar que esses países estão no caminho para alcançá-lo, como ilustrado pelo exemplo francês, onde o Conselho Superior para o Clima apontou em junho que as ações realizadas permanecem "insuficientes".


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