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Estado de Minas

Guaidó chama de 'montagem' novas fotos com paramilitares colombianos


postado em 20/09/2019 19:25

O líder opositor Juan Guaidó qualificou nesta sexta-feira de "montagem" as denúncias sobre suas ligações com paramilitares colombianos, após o governo venezuelano divulgar novas fotos suas com supostos criminosos.

"Esta nova montagem representa mais um capítulo na novela criada pelo regime usurpador para fustigar, perseguir e deter" seus adversários, assinala um comunicado da equipe de Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Mais cedo, o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, apresentou na TV estatal fotos nas quais Guaidó aparece ao lado de dois conhecidos membros do grupo Los Rastrojos: Jonathan Orlando García, conhecido como Patrón pobre, e Iván Posso Pedrozo, também chamado de Nandito.

Segundo o ministro, Posso, detido recentemente no estado de Zulia (oeste), relatou às autoridades venezuelanas como um grupo de membros do Los Rastrojos levou Guaidó para o território colombiano, no dia 22 de fevereiro passado, a partir do estado de Táchira.

No dia 22 Guaidó assistiu um show beneficente e um dia depois tentou, sem sucesso, fazer entrar ajuda humanitária a partir da Colômbia.

Guaidó afirmou nesta sexta-feira que o governo trata de incriminá-lo com "testemunhos forçados" para "encobrir" as denúncias sobre o apoio de Maduro a guerrilheiros colombianos.

Outras duas fotos de Guaidó com membros do Los Rastrojos - detidos na Colômbia em 18 de junho - foram publicadas no dia 12 de setembro por uma ONG que opera na fronteira comum.

Guaidó se defendeu então afirmando que não conhecia os homens, que apenas pediram para tirar uma foto com ele.

A novas fotos mostram Guaidó sendo abraçado por Patrón pobre e montado no estribo de uma caminhonete. Na outra posa ao lado de Nandito.

Segundo Rodríguez, Guaidó foi levado à Colômbia neste veículo, após o qual pegou um helicóptero a serviço do presidente colombiano, Iván Duque.

Citando Nandito, o ministro disse que as fotos foram tiradas pelos próprios paramilitares para chantagear Guaidó em um eventual governo de oposição para traficar drogas.


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