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Estado de Minas

Vazamentos da Inteligência americana são 'ridículos', diz Trump


postado em 20/09/2019 17:01

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou nesta sexta-feira (20) os vazamentos feitos por um membro da comunidade de Inteligência sobre uma promessa que o republicano teria feito a um líder estrangeiro não identificado.

Trump classificou o vazamento de "ridículo" e, enquanto isso, o escândalo cresce no país.

As acusações deflagraram uma dura queda de braço com o Congresso, já que os líderes democratas exigem ter acesso aos documentos. Até agora, o Executivo se negou a entregá-los.

O assunto continua cercado de interrogações, mas, segundo o jornal "The Washington Post", os vazamentos apontam para um intercâmbio com a Ucrânia.

"É ridículo", disse ele aos jornalistas, acrescentando que o vazamento é "partidarista".

Segundo Trump, as acusações são "outro desastre da imprensa".

Os democratas querem saber se Trump solicitou informações potencialmente comprometedoras sobre o pré-candidato democrata à Casa Branca Joe Biden, ou sobre sua família, em um telefonema com seu colega ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Biden é o favorito para vencer as primárias de seu partido para as eleições de 2020. As pesquisas mostram que, em uma disputa com Trump, o vice-presidente de Barack Obama sairia vitorioso.

"O que posso dizer é que foi uma conversa totalmente apropriada", disse o presidente, afirmando que "não houve nada de ruim" em suas declarações.

No Twitter, Trump acusou a oposição democrata e a imprensa de atacá-lo.

"Eles acham que houve uma conversa arriscada com um certo líder estrangeiro", comentou. Insistiu, porém, que se baseiam em um vazamento "muito parcial".

Nesta sexta (20), citando dois ex-funcionários não identificados, o "Post" informou nesta sexta-feira (20) que a ligação denunciada pelo membro dos serviços de Inteligência tinha como destinatário alguém na Ucrânia e que, durante a conversa, Trump fez uma "promessa" de algum tipo.

O inspetor de Inteligência dos Estados Unidos, Michael Atkinson, compareceu nesta quinta-feira ao poderoso Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes, onde os democratas são maioria, para discutir a denúncia do informante. Declarou, porém, que não poderia fazer revelações sem autorização de seus superiores.

"Não obtivemos uma resposta, porque o Departamento de Justiça e o diretor de Inteligência Nacional (DNI) não permitiram que o inspetor Geral falasse conosco", disse à imprensa o presidente do Comitê, o democrata Adam Schiff, ao final de uma audiência de várias horas, realizada a portas fechadas.

O legislador democrata acrescentou que, sem o informe, não sabem se a matéria "é precisa, ou inexata". Ao mesmo tempo, o congressista ameaçou adotar ações legais, ou outros meios à disposição da comissão para obrigar o diretor de Inteligência Nacional a agir com maior transparência.

Trump se reunirá com o presidente da Ucrânia na próxima semana durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, informou Kiev nesta sexta-feira.


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