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Estado de Minas ISRAEL

Netanyahu sem apoio para coalizão


postado em 20/09/2019 04:00

O primeiro-ministro israelense enfrentou a recusa do ex-chefe das Forças Armadas Benny Gantz(foto: Gil Cohen-Magen/AFP)
O primeiro-ministro israelense enfrentou a recusa do ex-chefe das Forças Armadas Benny Gantz (foto: Gil Cohen-Magen/AFP)


O ex-chefe das Forças Armadas Benny Gantz decretou ontem vitória na eleição de Israel e rejeitou o pedido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para negociar uma divisão de poder, no momento em que país parece caminhar para semanas de incerteza política, em quadro de crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Gantz pretende comandar uma grande coalizão, conhecida como um governo de unidade, e encerrar um período de vários anos de governos de direita e com a presença de siglas religiosas lideradas por Netanyahu. O premiê admitiu ontem que não conseguirá formar o governo pelo qual fazia campanha, mas insistiu que lideraria um governo de unidade com o Partido Azul e Branco, de Gantz.

Gantz ainda precisa receber aval para formar um governo do presidente de Israel, mas ele aparecia com uma leve vantagem nos resultados não oficiais, com 98% das urnas apuradas. Netanyahu poderia ver agora o fim de sua carreira, quando enfrentará no próximo mês uma audiência sobre casos de corrupção, nos quais ele nega envolvimento. Ele poderia ser forçado a renunciar, caso seja indiciado enquanto não for premiê. Netanyahu disse que pode dividir o tempo como primeiro-ministro com Gantz, mas parece improvável que este aceite isso.

'Panos quentes'

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, declarou ontem que os Estados Unidos preferem uma “solução pacífica” para a crise deflagrada pelos ataques contra as infraestruturas de petróleo na Arábia sauditas, os quais classificou de “ato de guerra” por parte do Irã. “Estamos aqui para construir uma coalizão destinada a obter a paz e uma solução pacífica”, disse o chefe da diplomacia americana, antes de voar de volta para Washington. Em entrevista divulgada ontem pela rede de TV americana CNN, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, rebateu as recentes declarações de autoridades americanas e sauditas e advertiu que os EUA, ou a Arábia Saudita, deflagrariam “uma guerra total”, se decidissem atacar o Irã. 



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