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Estado de Minas

Torcedora iraniana morta após se autoimolar tinha problemas mentais, diz pai


postado em 11/09/2019 17:55

A iraniana que morreu na semana passada após atear fogo ao próprio corpo em protesto por estar ameaçada de prisão por tentar entrar em um estádio de futebol, que as mulheres são proibidas de frequentar, sofria de um "distúrbio neurológico", informou o pai da moça.

Sahar Jodayari, de 30 anos, foi detida no ano passado quando tentava entrar em um estádio em Teerã disfarçada de homem para acompanhar um jogo do time pelo qual torcia, o Esteghlal FC.

Jodayari, conhecida como "a garota azul" por conta das cores do seu time, ateou fogo no próprio corpo na semana passada diante de um tribunal religioso após ser sentenciada a seis meses de prisão por "atentado à castidade pública e insultos", vindo a falecer após nove dias internada em um hospital.

"Minha filha tinha um trastorno neurológico e nesse dia (do julgamento) ela ficou com muita raiva, insultando e brigando com os agentes", disse o pai de Sahar, Heidar Ali Jodayari, numa entrevista à agência de notícias Mehr.

"Durante os dias em que ela esteve no hospital, não havia pessoa famosa, jogador ou autoridade para visitá-la. Eu não vi ninguém", acrescentou Heidar.

Desde 1981, as mulheres são proibidas de frequentar estádios de futebol ou qualquer outra arena esportiva porque, segundo os clérigos iranianos, devem ser protegidas da atmosfera masculina e dos homens seminus.

Sahar Jodayari não foi julgada imediatamente após ser detida pois o juiz responsável por seu caso no Tribunal Revolucionário Islâmico de Teerã estava de férias, segundo a imprensa local.

A morte de Jodayari gerou uma onda de indignação nas redes sociais e muitos jogadores internacionais usaram a hashtag #blue_girl (#garota_azul) para pedir à Fifa o banimento do Irã das competições internacionais e aos torcedores iranianos o boicote aos jogos dos times do país.


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