O líder opositor Juan Guaidó afirmou, nesta terça-feira (3), que vai colaborar com a Colômbia para localizar grupos irregulares na Venezuela, depois de o governo de Bogotá acusar o presidente Nicolás Maduro de acolher dissidentes das Farc.
"Vamos colaborar com o governo colombiano para atividades de Inteligência, detecção destes grupos que estão operando de maneira irregular", disse Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por cerca de 50 países.
Segundo ele, o Parlamento venezuelano vai autorizar o uso de tecnologia de satélite para localizar "acampamentos alojados em território nacional" e lugares de "decolagem de aeronaves para o tráfico ilícito de drogas".
De qualquer maneira, não está claro como Guaidó vai implementar essa colaboração, já que, na prática, ele não tem controle sobre o aparelho do Estado e das Forças Armadas, leais a Maduro.
"É o momento de respeitar a Venezuela e sua soberania", disse Guaidó aos militares.
"Vamos nos aliar ao mundo democrático para enfrentar esta ameaça aos venezuelanos, à nossa soberania", exclamou Guaidó, que disse ter conversado com o presidente Iván Duque para avançar nesta cooperação.
Em um acordo aprovado nesta terça-feira, o Parlamento rejeitou "a proliferação e a expansão" de grupos irregulares na Venezuela, entre eles as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN).
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