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Estado de Minas

Agência dos EUA interrompe análise de isenções de deportação por motivos de saúde


postado em 27/08/2019 19:37

O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) deixará de tramitar isenções de deportação para imigrantes por motivos de saúde, uma medida considerada pelo senador democrata Ed Markey uma "sentença de morte" para muitos doentes.

Uma porta-voz do USCIS confirmou à AFP que a mudança de política entrou em vigor em 7 de agosto e que a agência recebia cerca de 1.000 solicitações a cada ano, sendo que a maioria era recusada.

Este programa específico de proteção para imigrantes em tratamento médico ou que possuam um parente doente nos Estados Unidos é similar ao programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (Daca, Deferred Action for Childhood Arrivals), criado pelo ex-presidente Barack Obama para evitar a deportação imigrantes irregulares que entraram no país quando ainda eram menores de idade (conhecidos como "dreamers").

"Isto pode ser uma sentença de morte de fato para os pacientes", criticou pelo Twitter o senador Ed Markey.

A porta-voz da agência acrescentou que essa mudança não implica no fim do programa, que agora estará nas mãos da unidade responsável pela expulsão de pessoas dos Estados Unidos, o Serviço de Imigração (ICE, pela sigla em inglês).

Markey afirmou que com isso o governo de Donald Trump cai para um novo nível de baixeza.

"Talvez seja por isso que estavam tão envergonhados ao anunciar esta mudança de política publicamente", declarou o senador eleito pelo estado de Massachusetts.

Trump, que defende um endurecimento da política migratória, cancelou o programa Daca que amparava cerca de 700 mil "dreamers" e também anunciou o fim do Estatuto de Proteão Temporal (TPS) para vários países, afetando cerca de 300 mil imigrantes.


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