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Estado de Minas

Canadá "não cederá" para a China, adverte Trudeau


postado em 21/08/2019 21:19

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, advertiu nesta quarta-feira que seu governo "não cederá" para a China, com a qual mantém uma grave crise diplomática desde a detenção em dezembro de uma diretora da Huawei.

Trudeau pediu novamente que as autoridades chinesas moderem diante das novas manifestações que estão ocorrendo em Hong Kong, enquanto Pequim pediu que Ottawa pare de se intrometer em seus assuntos internos.

"Temos de reconhecer que a China é uma potência em expansão, que procura cada vez mais ocupar o seu lugar no cenário internacional", disse Trudeau em discurso no Conselho de Relações Internacionais de Montreal (CORIM). Mas não se enganem: sempre defenderemos os canadenses e seus interesses", afirmou.

"Há muito tempo estamos acostumados a lidar diretamente, e com sucesso, com parceiros mais importantes. Não estamos buscando uma escalada, mas não cederemos".

A prisão em Vancouver no início de dezembro de uma diretor da multinacional chinesa das telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, a pedido dos Estados Unidos, que reivindicava sua extradição, provocou uma crise diplomática sem precedentes entre Ottawa e Pequim.

O governo chinês prendeu em seguida o ex-diplomata Michael Kovrig e o assessor Michael Spavor, ambos acusados de espionagem, e suspendeu as importações de carne proveniente do Canadá.

Trudeau disse que está acompanhando de perto a situação em Hong Kong e o destino dos 300 mil canadenses que residem nesse território chinês.

"Chegou a hora de iniciar um diálogo e respeitar as liberdades fundamentais, principalmente o direito de se manifestar pacificamente ", declarou.

Trudeau é acusado pela oposição conservadora de seu país de mostrar fraqueza contra Pequim, e a crise com a China pode estar no centro da campanha eleitoral para as eleições legislativas de 21 de outubro.


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