Publicidade

Estado de Minas

Direita espanhola conserva região de Madri graças à extrema direita


postado em 14/08/2019 15:31

A conservadora Isabel Díaz Ayuso tomou posse nesta quarta-feira como presidente regional de Madri, graças aos votos da extrema direita, o que permite à direita conservar um reduto importante apesar dos recentes reveses eleitorais.

Depois de dois meses de negociação, Diaz Ayuso, de 40 anos, foi eleita com uma maioria de votos de seu Partido Popular, a extrema-direita do Vox e os liberais de centro-direita do Cidadãos.

O PP, desbancado do poder na Espanha em 2018 após um escândalo de corrupção, perdeu muitos votos nas eleições legislativas de abril e nas municipais e regionais de maio, sobretudo para o Cidadãos e Vox.

De todas as maneiras, conseguiu se manter como a primeira força da direita.

Madri é a terceira presidência regional conquistada pelos conservadores graças à extrema direita depois da de Juan Manuel Moreno Bonilla na Andaluzia (sul) e a de Fernando López Miras em Murcia (sudeste).

Como seus companheiros, Díaz Ayuso governará em coalizão com o Cidadãos enquanto Vox, cujo apoio é indispensável para alcançar a maioria, ficará fora do executivo.

O Vox, partido com um duro discurso contra a inmigração, os movimentos LGBT e o feminismo, advirtiu que não dará um cheque em branco.

"Não retrocederemos nem um milímetro na defesa de nossos eleitores", prometeu a liderança madrilenha Rocío Monasterio na assembleia regional.

Díaz Ayuso preferiu ressaltar os pontos em comum entre ambos os partidos.

"Apenas de ver as reações que suas palavras suscitam na esquerda (...), isso me demonstra que você e eu estamos mais unidas do que eles gostariam", afirmou Díaz Ayuso.

A líder do PP prometeu cortar impostos na região que seu partido dirige ininterrumptamente há 24 anos, e onde vários de seus antecessores se viram envoltos em escândalos de corrupção.


Publicidade