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Estado de Minas

Separatistas cercam palácio presidencial no Iêmen


postado em 10/08/2019 15:55

As forças separatistas do Iêmen anunciaram neste sábado que haviam tomado o controle do palácio presidencial de Aden, no sul do país, capital "provisória" do governo do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, após dias de combates com as forças pró-governamentais.

Trata-se de uma tomada sobretudo simbólica, já que o presidente Abd Rabo Mansur Hadi está no exílio na Arábia Saudita.

"Tomamos o palácio Maashiq das mãos das forças presidenciais sem combate", afirmou um porta-voz da força separatista à AFP.

Uma testemunha confirmou que a guarda presidencial entregou o palácio.

Pouco antes de sábado, esses separatistas da força denominada "Cordão de Segurança", apoiado pelos Emirados e contrário às tropas governamentais, haviam conseguido assumir o controle de três quartéis dos governistas.

Enquanto isso, as lutas entre esses partidários de uma independência no sul do Iêmen e as forças leais ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi continuaram, de acordo com as mesmas fontes.

Um correspondente da AFP pôde ver combatentes separatistas posando diante de um veículo blindado que alegaram ter capturado na operação.

País pobre da península arábica, o Iêmen foi destruído durante vários anos por uma guerra que opõe os rebeldes huthis, originalmente do norte, e as forças pró-governo apoiadas por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos.

O lado anti-huthi, no entanto, tem suas próprias divisões internas, e desde quarta-feira houve confrontos entre diferentes partidos em Aden, a sede do governo desde que os huthis controlam a capital, Sanaa.

Na sexta-feira, os combates em Aden deixaram seis civis mortos na mesma família. O balanço esta semana chega a 18 mortos entre combatentes e civis de acordo com o pessoal de saúde e fontes de segurança.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) também contabilizou mais de 75 feridos desde sexta-feira.

O Iêmen do Sul foi um estado independente até 1990. O ressentimento na parte sul do país contra os iemenitas do norte, que eles acusam de impor a integração, continua forte.

O conflito deixou dezenas de milhares de mortos, de acordo com várias ONGs.

O atual conflito, com múltiplas arestas, deixou milhares de mortos e cerca de 3,3 milhões de deslocados, segundo a ONU.


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