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Estado de Minas

Guerrilheiro que atacou escola da Polícia em Bogotá se imolou, diz ELN


postado em 08/08/2019 20:55

O guerrilheiro do ELN que atentou em janeiro contra a principal escola da Polícia da Colômbia, onde morreram 22 pessoas, se imolou como parte de uma ação planejada no âmbito da luta armada, informou um comandante insurgente.

"Realmente o mais impactante da ação na Escola General Santander é a modalidade, é uma modalidade operacional de que muito pouco tinha se usado na Colômbia, não é tampouco o primeiro caso que se apresenta, mas sim muito pouco se implementou, e é a modalidade de imolação ou modalidade camicaze", disse Uriel, comandante da Frente de Guerra Ocidental do ELN, em entrevista transmitida nesta quinta-feira à Blu Radio.

A Colômbia nunca registrou oficialmente um ataque suicida em meio século do sangrento conflito armado, no qual se enfrentaram guerrilhas, paramilitares, traficantes e agentes públicos.

Uriel desconsiderou as versões da imprensa, baseadas em fontes oficiais sob reserva, que asseguravam que o autor do atentado com carro-bomba nesta academia de Polícia do sul de Bogotá sofria de câncer terminal e que a carga explosiva pode ter sido ativada acidental ou remotamente por seus companheiros.

"O companheiro há muito tempo estava planejando uma ação de grande impacto, ele mesmo a planejou, ele mesmo se ofereceu para desenvolvê-la em plenos usos de suas faculdades físicas e mentais", apontou.

A imolação "faz parte da consciência e do papel que a luta armada revolucionária deve cumprir na liberação dos povos", acrescentou.

Morto no atentado, José Aldemar Rojas Rodríguez, de 56 anos, era membro há mais de 25 anos do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Conhecido nas fileiras do grupo guevarista como "Mocho Kiko", por ter perdido a mão direita em uma detonação, era chefe de Inteligência dentro da frente Domingo Laín, que opera no departamento de Arauca, na fronteira com a Venezuela.

O homem entrou na manhã de 17 de janeiro em uma caminhonete nas instalações da escola de cadetes e minutos depois, o veículo explodiu com ele dentro. Vinte e duas pessoas morreram, a maioria estudantes, além do agressor.


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