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Estado de Minas

Trump critica presidente francês por mandar 'mensagens confusas' ao Irã


postado em 08/08/2019 20:31

O presidente americano, Donald Trump, acusou seu colega francês, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (8), de se intrometer na política dos Estados Unidos e de enviar "mensagens confusas" a Teerã.

"O Irã tem graves problemas financeiros. Quer falar desesperadamente com os Estados Unidos, mas recebe mensagens confusas de todos os que pretendem nos representar, incluindo o presidente francês, Macron", tuitou Trump.

"Sei que Emmanuel Macron tem boas intenções, assim como os demais, mas ninguém pode falar pelos Estados Unidos salvo os Estados Unidos", acrescentou o presidente americano.

Enquanto aumenta a pressão diplomática, econômica e militar sobre Teerã, Trump não deixou de chamar os iranianos para o diálogo.

Recentemente convidado para se reunir com Trump na Casa Branca, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, disse ter recusado. Segundo ele, as sanções impostas a seu país ainda não demonstram sinal de abertura por parte dos EUA.

Macron continua a defender o acordo nuclear iraniano de 2015, do qual os Estados Unidos se retiraram, e se reúne regularmente com o presidente Hassan Rohani. Não esconde sua esperança de mediar a crise atual.

Mas até o momento o Irã repetiu várias vezes que não vai negociar com Washington sob a pressão de sanções.

"É o papel da França fazer tudo o possível para garantir que todas as partes aceitem uma pausa e abram as negociações", manifestou-se a Presidência francesa depois de uma entrevista recente por telefone entre Macron e Rohani no fim de julho. O Palácio do Eliseu havia informado que do local onde passa férias, o presidente francês permaneceu "em contato" com seus contrapartes dos Estados Unidos e do Irã.

Está previsto que Macron seja o anfitrião da cúpula de líderes do G7, inclusive Trump, de 24 a 26 de agosto em Biarritz, na costa atlântica. Os informes de imprensa dos últimos dias mencionaram um possível convite dos franceses ao iraniano para que assista à cúpula, mas não foi confirmado.

"Não acho que seja verdade", disse a porta-voz da diplomacia americana, Morgan Ortagus, nesta quinta-feira.

- Reduzir as tensões -

Além da França, que quer salvar o acordo que se acredita impedir o Irã de fabricar a bomba atômica, outros países também jogaram a carta da diplomacia com Teerã para reduzir as tensões com Washington.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se reuniu com o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em junho, a quem disse que havia informado "suas opiniões pessoais" sobre o que Trump "tem em mente".

A Alemanha, signatária do acordo de 2015, e a Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos no Irã por falta de relações diplomáticas entre os dois países inimigos, também mexeram em suas peças.

Mas isso não teve sucesso até o momento. O Irã repetiu novamente esta semana que não vai negociar com Washington sob a pressão das sanções americanas, enquanto o governo Trump intensificou sua campanha de "máxima pressão" contra Teerã em nível internacional.


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