Duas gêmeas siamesas de Bangladesh unidas pela cabeça foram separadas nesta sexta-feira em Daca após uma longa intervenção cirúrgica, anunciaram os médicos húngaros que as operaram no âmbito de um projeto humanitário.
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Desafiando a crise, irmãs siamesas são separadas na VenezuelaUma das siamesas palestinas operadas em estado de 'morte clínica'Morre uma das siamesas separadas em outubro na GuatemalaAs duas garotas estão em "estado estável após a separação final", que durou cerca de trinta horas e mobilizou uma equipe de 35 especialistas húngaros, indicou à AFP o neurocirurgião Andras Csokay.
"Ainda precisamos ser cautelosos na fase pós-operatória", acrescentou o médico, que dirige a operação da ONG húngara Fundação Ação para Pessoas sem Defesa (ADPF).
Rabeya e Rukaya, de três anos de idade, nasceram com seus crânios unidos no alto, uma malformação muito rara que na maioria dos casos leva à morte precoce de recém-nascidos. Apenas poucas operações desse tipo foram bem-sucedidas até o momento.
"Era uma das malformações mais importantes e mais complicadas que já vi na vida", confessou Gergely Pataki, encarregado da cirurgia plástica.
A operação foi realizada no hospital militar de Daca, onde o pai das gêmeas, Rafiqoul Islam, não escondia sua felicidade.
"Os médicos separaram meus bebês. Eu as vi com meus próprios olhos. Elas estão bem agora", disse ele.
"Espero que minhas filhas se restabeleçam completamente e possam levar uma vida normal", acrescentou.
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