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Estado de Minas

França e Irlanda advertem novo premiê britânico sobre Brexit


postado em 26/07/2019 15:25

Os governos de França e Irlanda lançaram uma advertência ao novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, nesta sexta-feira (26), depois de seu anúncio de que pretende renegociar o acordo sobre o Brexit.

Ontem, Johnson classificou de "inaceitável" o acordo de saída negociado por sua antecessora Theresa May e exigiu da União Europeia (UE) a reabertura das negociações.

O recém-empossado premiê reivindicou, em particular, a "abolição" do polêmico dispositivo de salvaguarda irlandesa. O pedido é considerado "inaceitável" pelo negociador da UE, Michel Barnier.

Nesta sexta-feira, após uma reunião com o ministro encarregado da Irlanda do Norte, Julian Smith, o ministro irlandês das Relações Exteriores, Simon Coveney, acusou Boris de colocar o Reino Unido, "deliberadamente", na "via de um choque frontal" com a UE.

Os líderes da UE se mantêm taxativos quanto ao fato de que o acordo de divórcio concluído em novembro não será reaberto.

Ontem, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reafirmou para Johnson que o acordo atual é o único possível para a UE.

Questionada pela emissora France 2 nesta sexta, a secretária de Estado francesa para Assuntos Europeus, Amélie de Montchalin, disse desejar que Paris possa "nas próximas semanas negociar cuidadosamente, calmamente, em condições serenas".

"Prefiro comentar os atos a comentar os discursos, sobretudo, os discursos de campanha, os discursos de início de governo. Prefiro que possamos trabalhar" com Boris Johnson, insistiu, advertindo contra "provocações".

"Temos o acordo sobre a mesa. O que está para ser renegociado e o que ainda resta negociar é a relação futura. E é preciso que sejamos responsáveis", afirmou.

"Isso que dizer que nós devemos ser claros, previsíveis, e que é necessário enfrentar isso, que criemos uma relação de trabalho, que não entremos em jogos, em provocações", completou a secretária.

- Johnson é convidado por Paris e Berlim

"Se não houver acordo, isso significa que não teremos uma relação de confiança com o Reino Unido. Suíços e noruegueses não estão na União Europeia, mas confiamos neles, porque criamos uma relação comercial, cultural, econômica serena. O que procuramos é conciliação", insistiu.

O presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciaram hoje terem convidado Johnson para uma visita.

Ontem à noite, Macron conversou pela primeira vez com o novo premiê britânico, relatou a Presidência francesa.

Além do convite para uma visita "já nas próximas semanas", Macron "parabenizou Johnson por sua nomeação" e "celebrou sua cooperação sobre os temas bilaterais, europeus e internacionais".

Ainda segundo a Presidência francesa, Macron e Johnson combinaram de conversar de maneira mais aprofundada sobre o Brexit "a respeito das exigências da União Europeia".

Já o porta-voz de Boris Johnson relatou que ambos "falaram do Brexit" durante o telefonema, mas rapidamente.

Merkel conversou com Johnson nesta sexta. A chanceler alemã também o felicitou e o chamou para ir a Berlim. O convite foi aceito.

Boris Johnson é esperado na próxima cúpula do G7, que acontece de 24 a 26 de agosto em Biarritz, no sudoeste da França.


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