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Estado de Minas

Marca Sonia Rykiel desaparece três anos após a morte de sua fundadora


postado em 25/07/2019 15:25

O Tribunal de Comércio de Paris colocou em liquidação judicial a famosa marca de moda Sonia Rykiel por falta de compradores, três anos depois da morte de sua carismática fundadora.

Após adiarem por três vezes a data para apresentar a oferta de compra, os juízes decidiram pela liquidação judicial, segundo um jornalista da AFP.

A maison parisiense de 'prêt-à-porter', com dificuldades desde a morte em 2016 da estilista que a criou, decretou falência em abril.

Nos últimos meses, recebeu uma dezena de ofertas para compra da marca. Entre elas a de Emmanuel Diemoz, que dirigiu a Balmain, uma oferta de um grupo chinês e outra de várias empresas imobiliárias.

Mas todos desistiram e nessa quinta-feira os juízes não tinham sequer uma oferta para examinar, segundo fontes próximas.

"Isso implicará na demissão de 131 funcionários", disse após a audiência à AFP Thomas Hollande, advogado que representa os funcionários, que estavam presentes no tribunal e choraram quando a decisão foi anunciada.

"Agora a tarefa dos representantes dos funcionários será negociar as melhores condições possíveis de saída", disse o advogado.

"A liquidação também vai provocar a venda de ativos, o principal deles a própria marca, mas também as reservas e o fundo de comércio. Pedimos que uma parte desse dinheiro vá para os funcionários", acrescentou.

Em 2018, a marca, criada no final dos anos 1960 no bairro parisiense de Saint-Germain-des-Prés, registrou EUR 35 milhões de faturamento e perda líquida de EUR 30 milhões.

Em 2012, quando Sonia Rykiel era uma das últimas maisons independentes da França, sua fundadora decidiu vender 80% de seu capital para o fundo de investimento chinês Fung Brands (hoje First Heritage Brands), de propriedade da família Fung de Hong Kong e dirigido por um francês, Jean-Marc Loubier.

Esse fundo, que também é dono da marca belga de couro de luxo Delvaux e da marca de sapatos Clergerie, comprou 100% do capital da Rykiel no início de 2016.

Desde 2012, os acionistas investiram cerca de 200 milhões de euros na marca.

"Para os funcionários é muito triste terminar assim, principalmente para todos os que quiseram ficar após o primeiro "PSE" (plano de demissões] em 2016. Somos muito apegados a essa maison, principalmente porque no início era uma empresa familiar", disse à AFP uma funcionária há 29 anos na empresa.

"A morte de Sonia Rykiel precipitou as coisas, mas a empresa já não estava bem", disse outra funcionária que não quis se identificar, lembrando que em seu melhor momento a marca tinha mais de 400 funcionários e 30 lojas.

Fundada no final dos anos 1960, a marca criada por Rykiel, conhecida por sua silhueta vestida de preto e cabelos longos ruivos, foi ativa no movimento de libertação do corpo feminino da época.


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