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Estado de Minas

Estados Unidos comemoram 50 anos da chegada do homem à Lua


postado em 20/07/2019 17:07

Há 50 anos, os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornaram os primeiros humanos a pisar na Lua, um feito transmitido pela televisão para cerca de 500 milhões de pessoas.

O módulo lunar (LEM), conhecido como Eagle, pousou no satélite em 20 de julho de 1969 às 20h17 GMT (17h17 de Brasília), embora alguns documentos da Nasa indiquem que isso aconteceu um minuto depois, às 20h18 GMT.

Pouco mais de seis horas depois, às 02h56 GMT (23h56), o major Armstrong colocou o pé esquerdo na superfície lunar e pronunciou a frase pela qual ele sempre será lembrado: "É um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade".

"Em retrospectiva, chegar à Lua não era só o nosso trabalho, era uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo o espírito positivo dos Estados Unidos", tuitou Edwin "Buzz" Aldrin, de 89 anos, antes de subir em um avião com destino ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde decolou em 16 de julho de 1969.

"O dia de hoje pertence a vocês", acrescentou.

A Nasa se prepara para o aniversário há semanas, com inúmeras exposições e eventos nos centros espaciais da Flórida (Kennedy) e Houston, Texas (Johnson).

Os festejos reanimaram o debate público do projeto atual da agência espacial, batizado de Artemis, para regressar à Lua em 2024.

- Projeto Artemis -

Mas o futuro de Artemis - batizado em homenagem à deusa grega, irmã gêmea de Apollo - dependerá da vontade do Congresso para aumentar o orçamento da Nasa, de cerca de 21 bilhões de dólares por ano, algo que parece pouco provável.

A eleição presidencial de novembro de 2020 poderia também resultar essencial para o futuro do projeto, cujos objetivos incluem colocar pela primeira vez uma mulher na superfície lunar.

Muitos especialistas, incluindo alguns dentro da Nasa, consideram que a data estabelecida pelo governo de Donald Trump é inalcançável. Tanto o foguete como a cápsula para a tripulação e a estação orbital, elementos-chave da missão, sofreram atrasos e falta muito para que estejam prontos para voar.

Tanto Aldrin como Michael Collins, o terceiro tripulante da Apollo 11 que permaneceu na órbita da Lua, participaram deste debate, ajudando Trump, que criticou a agência espacial. Armstrong morreu em 2012.

Entrevistado na sexta-feira pela Fox News, a rede de notícias favorita do mandatário, Aldrin se mostrou crítico com a Nasa: "Não desenvolvemos os foguetes nem as naves de alto desempenho necessárias".

Trump recebeu, na sexta, os dois astronautas do Apollo 11 no Salão Oval da Casa Branca, e aproveitou a ocasião para contradizer o chefe da agência espacial Nasa, Jim Bridenstine, também presente.

Após Bridenstine explicar as razões técnicas pelas quais é preciso voltar à Lua antes de tentar fazer humanos pousarem em Marte, Trump perguntou a Collins o que ele pensava sobre isso, e o veterano de 88 anos respondeu sem hesitar: "Direto para Marte".

"Parece-me que é direto para Marte, quem sabe mais que estas pessoas?", disse então Trump, que declarou recentemente que seu objetivo é plantar bandeira no planeta vermelho, o que a Nasa tem previsto fazer na década de 2030.

- Promessas lunares -

"Meu governo tem o compromisso de restabelecer o domínio e a liderança da nossa nação no espaço pelos próximos séculos", disse Tump em uma mensagem divulgada neste sábado pela Casa Branca.

O vice-presidente, Mike Pence, a quem Trump encarregou do tema espacial, fará mais tarde um discurso do Kennedy Center, de onde decolaram Armstrong, Aldrin e Collins, todos nascidos em 1930.

O último discurso sobre o espaço feito por Pence, em março, agitou a Nasa: ele anunciou sem aviso prévio uma redução no prazo para o retorno dos astronautas à Lua, antecipando a data de 2028 a 2024.

Desde o fim do programa Apollo, que pousou a última dupla de astronautas no satélite em dezembro de 1972, vários presidentes anunciaram o relançamento do programa espacial americano.

Há 30 anos, com ocasião do vigésimo aniversário da chegada da Apollo 11 à Lua, o então presidente George H.W. Bush prometeu a instalação de uma base lunar e uma missão tripulada a Marte.

O objetivo, disse Bush, era "restabelecer a importância dos Estados Unidos como nação espacial". Em janeiro de 2004, seu filho George W. Bush anunciou um regresso à Lua para 2020.

Mas a brecha entre as ambições e a realidade orçamentária condenou esses projetos.

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