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Estado de Minas

Líderes de Canadá e UE condenam ataques de Trump a congressistas


postado em 18/07/2019 19:26

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, rechaçaram nesta quinta-feira (18) os comentários de Donald Trump contra quatro congressistas democratas representantes de minorias, classificando-os de "inaceitáveis", mas sem nomear diretamente o presidente dos Estados Unidos.

"Durante anos fui um dos políticos mais pró-americanos na Europa; é difícil entender alguns desses fatos, dessas palavras e, às vezes, se você sente que algo é totalmente inaceitável, você deve reagir apesar dos interesses comerciais", disse Tusk em uma coletiva de imprensa conjunta realizada em Montreal com o líder liberal canadense.

"Para mim, os valores são muito mais importantes do que o comércio. Sinto muito, talvez eu esteja fora de moda", disse Tusk, indicando que não quer interferir na política interna do país vizinho.

Ao final da cúpula Canadá-União Europeia, Trudeau disse: "As palavras da tarde de ontem (quarta-feira) são dolorosas e inaceitáveis e acho que ninguém no Canadá considera que essas palavras são aceitáveis, porque não são".

Durante um ato na noite de quarta-feira do presidente americano na Carolina do Norte, as congressistas democratas que, segundo ele, "odeiam" os Estados Unidos, foram vaiadas.

"Mandem-na de volta!", repetiu a multidão quando Trump falou sobre Ilhan Omar, uma das duas primeiras mulheres muçulmanas eleitas para o Congresso, que criou controvérsia com comentários sobre Israel considerados antissemitas por muitos funcionários eleitos.

No final de semana, Trump havia aconselhado quatro congressistas democratas muito críticas à sua gestão e com posições inclinadas para a esquerda - entre elas Omar - que "regressem" a seus países de origem caso não estivessem satisfeitas com a forma como ele governa o país, e intensificou seus ataques nos últimos dias.

O presidente do Conselho Europeu ecoou essas polêmicas: "Realmente me sinto como em casa aqui em Montreal, a cidade mais europeia do Canadá, também porque não ouvi ninguém gritar 'mandem-no de volta'".

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