Jornal Estado de Minas

Parada do Orgulho Gay em Madri homenageia militantes históricos

Quatrocentas mil pessoas desfilaram em Madri, neste sábado (6), na Parada do Orgulho Gay, dedicada, este ano, aos pioneiros da causa homossexual, em meio aos temores com a ascensão da extrema direita no país.

Milhares de pessoas se reuniram à tarde na estação de Atocha, ponto de partida do desfile.

"A polícia registra a participação de 400.000 pessoas na manifestação do Orgulho 2019 em Madri", tuitou a corporação.

"História, luta e memória!" foi o lema da marcha deste ano na capital espanhola do movimento LGTB, particularmente ativo.

A manifestação comemorou o 50º aniversário dos distúrbios de Stonewall em Nova York, em 1969, que simbolizam o início do movimento moderno pelos direitos dos homossexuais.

Nesta época, a Espanha vivia sob a ditadura de Francisco Franco, que reprimia duramente os homossexuais.

A homossexualidade foi descriminalizada três anos após sua morte, em 1978. Poucas décadas depois, a Espanha se tornou um dos países mais tolerantes do mundo nessa matéria. Desde 2005, por exemplo, permite o casamento e a adoção por parte de pessoas do mesmo sexo.

O desfile foi o primeiro desde a irrupção nas urnas do partido de extrema direita Vox, para o qual a Marcha do Orgulho Gay é "uma imposição ideológica" de alguns. O Vox propõe deslocar o evento para um parque na periferia da capital.

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