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Estado de Minas

Quadrilha argentina negociava canhão antiaéreo com traficantes brasileiros


postado em 27/06/2019 19:26

Uma quadrilha argentina especializada no contrabando de armas e munição para o Brasil, que foi desbaratada pela polícia, negociava a venda de um canhão antiaéreo de 20mm para traficantes brasileiros, informaram as autoridades nesta quinta-feira.

O arsenal negociado pela quadrilha, que trazia componentes de Estados Unidos e Europa para montar as armas na Argentina, foi descoberto na quarta-feira por policiais e agentes da Alfândega argentinos, culminando com uma operação iniciada em outubro de 2018 sob a orientação do juiz Pablo Yadarola.

No total, foram realizadas 52 batidas, em várias províncias argentinas, com a apreensão de 1.262 fuzis de assalto, 1.316 pistolas, metralhadoras, 130.000 balas de diferentes calibres, granadas e explosivos.

Apenas na quarta-feira, foram apreendidas 923 armas, entre fuzis, metralhadoras e granadas.

A peça mais significativa apreendida foi um canhão antiaéreo Oerlikon 20mm, que havia sido roubado de um arsenal militar argentino e estava oculto em um prédio da cidade de Tandil (310 km ao sul de Buenos Aires).

Segundo a investigação, a arma estava a ponto de ser vendida para um grupo de traficantes brasileiros, por 1,5 milhão de dólares, revelou o jornal La Nación.

O homem considerado o líder da organização foi preso na localidade de Martínez, subúrbio de Buenos Aires, na quarta-feira.

O arsenal apreendido incluía fuzis de assalto AK47, SAR80, Famas, M4 e FAL, entre outros modelos, submetralhadoras, metralhadoras pesadas .50, fuzis de precisão Barret M82 .50, granadas, minas antitanque e visores noturnos, segundo o ministério da Segurança.

Em um local em Córdoba (700 km de Buenos Aires) foram apreendidos 100 mil munições de 20 mm, explosivos e minas antitanque.

"Está absolutamente desarticulada a quadrilha que comercializava armas com organizações criminosas muito complexas de países vizinhos. Na primeira etapa da investigação, em novembro do ano passado, encontramos uma oficina onde eram montados fuzis AR15 negociados com o exterior", revelou o juiz Yadarola.

- A Investigação -

A investigação judicial foi deflagrada em 17 de outubro de 2018, quando a Alfândega argentina foi alertada sobre um carregamento com peças de fuzis AR15.

Quando a carga chegou ao Aeroporto Internacional de Ezeiza "substituíram as peças por outras de peso similar e passaram a seguir seu rastro", revelaram fontes ligadas à investigação.

As armas eram enviadas dos Estados Unidos para a Argentina, e os carregadores saíam da Alemanha, passavam pela Espanha e chegavam à Holanda, de onde seguiam de navio para Buenos Aires.

Após ser montado na Argentina, o armamento era enviado ao Brasil utilizando uma empresa de transporte de passageiros paraguaia, com a conivência de alguns motoristas, utilizando a rota que passa por Pedro Juan Caballero.

Nos Estados Unidos foram detidos dois cidadãos brasileiros e um argentino "que integravam a organização que enviava o material para a Argentina", revelou a ministra da Segurança, Patricia Bullrich.


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