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Estado de Minas

Venezuela tem 244 'ataques' a jornalistas no primeiro semestre de 2019


postado em 27/06/2019 19:13

Foram registrados 244 "ataques" na Venezuela contra jornalistas no primeiro semestre de 2019, incluindo detenções, deportações de correspondentes estrangeiros, agressões físicas e fechamento de empresas de comunicação, denunciou nesta quinta-feira o principal sindicato de imprensa do país, responsabilizando o governo de Nicolás Maduro.

"Em um contexto de crescente censura (...), 244 ataques ao exercício do direito à informação - particularmente contra jornalistas e veículos de comunicação - ocorreram nos seis primeiros meses de 2019 e 223 trabalhadores foram vítimas destas ações que permanecem impunes", de acordo com um comunicado do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP).

Os dados apresentados pelo SNTP, que acusou o governo de Maduro de "violador dos direitos à informação e à liberdade de expressão", inclui 55 "detenções arbitrárias".

O secretário-geral da organização, Marco Ruiz, denunciou também "desaparecimentos forçados de jornalistas" e acusou agentes policiais de negar "o paradeiro das vítimas, enquanto isolam, as torturam e as obrigam a revelar suas fontes".

Em seu último relatório sobre liberdade de expressão no mundo, apresentado em abril, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertou sobre uma "guinada autoritária" do governo venezuelano que "intensificou a repressão" contra a imprensa.

O RSF colocou a Venezuela na posição 148 entre 180 países avaliados em relação à liberdade de imprensa, ficando à frente apenas de Cuba entre os países latino-americanos avaliados.

Desde Maduro chegou ao poder em 2013, após a morte de seu antecessor Hugo Chávez, "2.265 ataques à liberdade de expressão" foram registrados pelo SNTP.

Segundo a ONG venezuelana Espacio Público, mais de uma centena de meios de comunicação fecharam nesse período.


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