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Estado de Minas

ONU pede repatriação dos integrantes das famílias do Estado Islâmico


postado em 24/06/2019 06:31

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos afirmou nesta segunda-feira que os membros das famílias de jihadistas capturados ou mortos na Síria e Iraque devem ser "repatriados a menos que sejam investigados por crimes".

Michelle Bachelet, no início da 41ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra, também fez um apelo aos Estados para que concedam a nacionalidade às "crianças nascidas de seus cidadãos" nas zonas de conflito, pois impor o status de apátrida a estes menores é um "ato de crueldade".

"Os membros das famílias devem ser repatriados, a menos que sejam investigados por crimes", disse Bachelet.

"As crianças, em particular, sofreram graves violações de seus direitos, incluindo aquelas que podem ter sido doutrinadas ou recrutadas para cometer atos violentos. A consideração principal deve ser sua reabilitação, sua proteção", completou.

De acordo com Bachelet, mais de 11.000 membros de supostas famílias de combatentes do Daesh (sigla em árabe do EI) estão detidos no campo de Al Hol (Síria), administrado pelas autoridades curdas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que existem 29.000 filhos de combatentes estrangeiros na Síria, incluindo 20.000 no Iraque, afirmou a Alta Comissária, antes de destacar que a maioria tem menos de 12 anos.

"Manter em detenção pessoas que não são suspeitas de crimes, na ausência de um fundamento legal e de um controle judicial independente regular, é inaceitável", afirmou Bachelet.

"As crianças apátridas são com frequência privadas de educação, de acesso ao atendimento médico e de outros elementos fundamentais da dignidade", enfatizou.

Bachelet destacou que "alguns países têm feito esforços para repatriar alguns cidadãos, especialmente crianças", mas não citou os nomes das nações.


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