Publicidade

Estado de Minas

Novo incidente envolve petroleiros no golfo de Omã


postado em 13/06/2019 07:04

Dois petroleiros foram evacuados nesta quinta-feira depois que enviaram sinais de socorro por um novo incidente no golfo de Omã, o que provocou a disparada dos preços do petróleo.

O incidente, o segundo em poucas semanas com navios que passavam por esta região estratégica, acontece em momento de grande tensão entre Irã e Estados Unidos. Washington acusou Teerã por um primeiro incidente em maio.

De acordo com a versão iraniana, dois petroleiros se envolveram em um acidente nesta quinta-feira e a Marinha do país resgatou 44 pessoas. A Quina Frota americana anunciou que estava a par de um "ataque" contra petroleiros em Omã.

"As forças navais americanas na região receberam dois pedidos de socorro distintos, às 06h12 locais e às 07h00 locais", afirma um comunicado.

"Os navios da Marinha americana estão na região e prestam assistência", completa a nota.

As autoridades da Noruega informaram que o petroleiro "Front Altair", que pertence ao grupo norueguês Frontline, foi "atacado" e aconteceram três explosões a bordo, que não deixaram feridos.

Um ataque na mesma zona teria atingido outro petroleiro, o "Kokuka Courageous", informou a Direção Norueguesa de Assuntos Marítimos em um comunicado.

Após o incidente, anunciado por um serviço de informações sobre a Marinha mercante administrado pela Royal Navy britânica, as cotações do petróleo dispararam.

"Reino Unido e seus sócios estão investigando", afirmou a United Kingdom Marine Trade Operations (UKMTO), sem revelar detalhes.

Após as primeiras informações do ataque, o preço do barril de petróleo chegou a registrar alta de 4%.

O golfo de Omã fica próximo ao estratégico estreito de Ormuz, uma via marítima crucial por ondem transitam quase 15 milhões de barris de petróleo e centenas de milhões de dólares em outras mercadorias.

A agência de notícias S&P-Platts; informou que o "Front Altair", construído em 2016 e com bandeira das Ilhas Marshall, pegou fogo e sua tripulação teve que ser retirada.

No dia 12 de maio quatro petroleiros - dois sauditas, um norueguês e um dos Emirados - foram atingidos por ataques ainda não explicados no golfo de Omã, perto da costa dos Emirados Árabes Unidos.

O governo dos Estados Unidos afirmou que o ataque foi provocado "quase com toda certeza" por minas navais iranianas.

O governo dos Emirados anunciou na semana passada que os primeiros resultados de uma investigação realizada por cinco países e entregue à ONU aponta a possibilidade de que um Estado estava por trás das bombas, mas indicou que não há provas de que seria o Irã.

O incidente desta quinta-feira aconteceu depois que o Irã, que apoia os rebeldes huthis no Iêmen, anunciou na quarta-feira o disparo de um míssil contra o aeroporto de Ahba na Arábia Saudita. As autoridades sauditas afirmaram que 26 pessoas ficaram feridas no ataque.

O Irã rejeita as acusações americanas sobre os ataques de maio, mas a Arábia Saudita, sua rival regional, considera Teerã responsável.

O rei saudita Salman advertiu no início do mês, em uma reunião da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), que os ataques "terroristas" na região do Golfo poderiam afetar o abastecimento mundial de petróleo.

Além dos atos de sabotagem contra petroleiros, um oleoduto saudita foi alvo em maio de um ataque supostamente cometido pelos rebeldes iemenitas huthis.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade