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Estado de Minas

Cartum totalmente sem internet após repressão de protestos


postado em 10/06/2019 18:55

As linhas terrestres de conexão à internet em Cartum foram cortadas nessa segunda-feira, afundando a capital sudanesa em um "buraco negro" digital uma semana depois do corte da rede móvel como parte da repressão a um movimento de protesto.

As linhas da Sudatel, principal provedor de acesso do Sudão, pararam de funcionar no início da tarde, segundo um correspondente da AFP, que disse que embaixadas, hotéis de luxo e muitos escritórios foram afetados.

Várias outras cidades do país também foram afetadas, segundo a mesma fonte.

O corte acontece no segundo dia do movimento de desobediência civil em resposta ao endurecimento da repressão por parte dos generais, no poder no país desde que atenderam aos apelos populares e derrubaram o presidente Omar al-Bashir em 11 de abril.

Os líderes do protesto afirmaram querer manter o movimento de desobediência civil até que o poder seja transferido para os civis.

Em 3 de junho foi interrompida a rede móvel de internet, após a violenta dispersão do acampamento realizado desde 6 de abril pelos manifestantes diante do quartel-general do exército em Cartum.

O movimento de desobediência civil começou após uma semana de repressão em todo o país, que deixou 118 mortos e mais de 500 feridos, segundo um comitê de médicos próximo dos manifestantes.

Já o governo calcula 61 mortos.

Neste segundo dia de desobediência civil, várias lojas e serviços reabriram na cidade e o transporte público voltou a circular.

O Conselho Militar de Transição, no poder desde a destituição do presidente Omar al-Bashir em 11 de abril, anunciou no domingo à noite a mobilização de reforços na capital "para a volta à vida normal".


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