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Estado de Minas

Ordem de prisão contra ex-diretor da mexicana Pemex é suspensa


postado em 05/06/2019 16:25

Um juiz suspendeu o mandado de prisão contra Emilio Lozoya, ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), investigado por suposta de gestão de recursos ilícitos, enquanto sua defesa apresentou um recurso legal, informou a corte judicial nesta quarta-feira (5).

Lozoya, que dirigiu a Pemex de 2012 a 2016 e foi um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente Enrique Peña Nieto, estava enfrentando um mandado há mais de uma semana como parte de uma investigação realizada pela Procuradoria Geral do México.

"A oitava juíza do distrito de amparo em matéria penal da Cidade do México concedeu a suspensão definitiva ao senhor Emilio Lozoya para que não se execute, até que se resolva, o julgamento de amparo, o mandado de prisão contra ele", informou.

Em 29 de maio passado, a defesa já tinha obtido uma suspensão provisória do mandado de prisão.

A juíza considerou que o ex-funcionário não havia cometido um crime grave que "merece detenção preventiva". O amparo é um recurso das leis mexicanas que permite que um indivíduo garanta seus direitos fundamentais perante ações de autoridades.

O procurador-geral mexicano, Alejandro Gertz, informou na semana passada que Lozoya está sendo investigado pelo suposto "uso ilegal de fundos provenientes de uma situação que não é legítima".

Esta suspensão do mandado de prisão beneficia Lozoya apenas nesta investigação, que continuará seu curso.

A Procuradoria não deu mais detalhes, mas a imprensa local sustenta que Lozoya estaria diretamente envolvido na compra, pela Pemex, de uma antiga usina siderúrgica a um custo de 500 milhões de dólares, considerado um preço excessivo em vista do seu estado, segundo especialistas e o atual governo.

Com parte desses recursos, que teriam passado por contas bancárias diferentes, Lozoya teria adquirido uma residência luxuosa.

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