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Estado de Minas

Fed acompanha de perto intensificação da guerra comercial de Trump


postado em 04/06/2019 15:31

O Banco Central americano acompanha "de perto" os efeitos na economia nacional da guerra comercial empreendida pelo presidente Donald Trump, intensificada recentemente contra China e México.

"Vigiamos de perto o impacto que os acontecimentos podem ter nas perspectivas de crescimento da economia dos Estados Unidos, e, como sempre, atuaremos para apoiar a expansão", disse Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), durante discurso em Chicago.

Esta é a primeira vez que o presidente do Fed se pronuncia sobre a guerra comercial depois que Trump anunciou no dia 30 de maio a imposição de tarifas de 5% a partir de 10 de junho a todos os produtos mexicanos.

Para evitar essas tarifas, a Casa Branca exige do governo do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, medidas para frear o fluxo de migrantes em situação irregular que chegam à fronteira americana pelo sul. Caso isso não seja feito, Trump aumentará as tarifas em 5% mensalmente, com o teto de 25% em 1º de outubro.

O anúncio de Trump suscita fortes temores sobre o crescimento dos Estados Unidos, já que as economias de ambos os países estão integradas desde a entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) em 1994.

Powell também ressaltou as inquietudes da instituição geradas pela baixa inflação.

"Meus colegas no FOMC (o comitê monetário do Fed que fixa as taxas) e eu levamos muito a sério o risco de que a diminuição sustentada da inflação, inclusive em um contexto de economia sólida, possa precipitar um desvio para uma queda difícil de deter nas expectativas de inflação", disse Powell.

A evolução dos preços foi mais baixa durante os meses de meta de 2%, nível que o Fed considera favorável para o crescimento econômico. Os diretores do Banco Central tem problemas para explicar este fenômeno, já que os Estados Unidos estão em pleno emprego, o crescimento anual se manteve em 3,1% no primeiro trimestre e as taxas de juros permanecem em níveis modestos.

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