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Estado de Minas

Governo sírio mantém ataques aéreos em Idlib


postado em 28/05/2019 17:55

Os bombardeios do regime sírio mataram pelo menos 27 civis, incluindo 11 crianças, na província de Idlib, a última fortaleza extremista na Síria - informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Desde domingo, os bombardeios e tiros de artilharia diários nesta província do noroeste do país em guerra mataram mais de 50 civis, incluindo muitas crianças, de acordo com um balanço do OSDH.

A província de Idlib, bem como áreas nas províncias vizinhas de Hama, Aleppo e Latákia, são mantidas pelo grupo extremista Hayat Tahrir al-Sham (HTS, uma ex-facção da Al-Qaeda).

As forças leais ao governo Bashar al-Assad controlam parte do sudeste e do leste da província de Idlib. Em razão dos ataques aéreos, mas também dos combates em terra desde o final de abril, conseguiram retomar várias cidades no sul desta província e no norte de Hama.

O regime de Assad não anunciou uma ofensiva contra os jihadistas na província de Idlib, mas intensificou os bombardeios aéreos e travou combates no terreno desde o final de abril.

Nesta terça-feira, pelo 27 civis civis, incluindo 11 crianças, foram mortos nos ataques aéreos contra a região de Jabal al-Zawiya, no sudeste da província de Idlib, segundo o OSDH.

Um hospital na localidade de Kafranbel foi atingido por tiros de artilharia, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). O estabelecimento "estaria fora de serviço por causa de danos significativos", disse à AFP um porta-voz do Ocha, David Swanson.

"O hospital está totalmente fora de serviço. Seus equipamentos, seus aparelhos" foram danificados, confirmou à AFP seu diretor administrativo, Majed al-Akraa. "O ataque foi muito violento. Os geradores pegaram fogo, meu carro pegou fogo, os escritórios também".

Desde setembro de 2018, a província de Idlib tem sido alvo de um acordo entre Moscou e Ancara, que apoia certos grupos rebeldes, de uma "zona desmilitarizada" para separar os territórios insurgentes das áreas adjacentes controladas pelo governo.

Parcialmente aplicado por causa da recusa dos jihadistas a se retirarem da futura zona tampão, este acordo impediu uma grande ofensiva do Exército sírio. Ainda assim, o governo continuou a realizar ataques intermitentes antes de ampliá-los a partir do final de abril.

Na segunda-feira, 19 civis, incluindo seis crianças, morreram em ataques aéreos, conforme o OSDH. Doze civis foram mortos no domingo.

No mês passado, mais de 260 civis, entre eles cerca de 60 crianças, morreram na escalada da violência na província de Idlib, completou o OSDH.

Mais de 200.000 pessoas foram deslocadas, segundo a ONU.

Nas últimas semanas, os pedidos pelo fim das hostilidades se multiplicaram, e a ONU soou o alarme sobre o risco de uma "catástrofe humanitária" em Idlib.

Iniciada em 2011, a guerra na Síria já causou mais de 370.000 mortes, segundo o OSDH, e forçou o deslocamento de milhões de pessoas.


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