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Estado de Minas

Comunidade Andina busca reforçar integração em cúpula


postado em 26/05/2019 10:43

A Comunidade Andina (CAN) procura se relançar politicamente neste domingo (26) em Lima ao celebrar sua primeira cúpula em oito anos, na presença dos presidentes da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, no 50º aniversário do bloco.

A cúpula tem como objetivo "fazer um balanço e projetar uma CAN no século XXI, com elementos que facilitem o comércio e melhore as questões sociais", disse o secretário da organização, Jorge Hernando Pedraza.

Os presidentes Evo Morales (Bolívia), Ivan Duque (Colômbia), Lenín Moreno (Equador) e Martin Vizcarra vão se reunir no Palácio do Governo e assinarão uma declaração conjunta.

"A CAN estava um pouco adormecida e nós a despertamos. Agora é uma comunidade andina dinâmica e ativa", disse o secretário.

A expectativa do país anfitrião é fortalecer as relações dentro do bloco, como observado por seu ministro das Relações Exteriores, Nestor Popolizio: "A cúpula será uma oportunidade que irá dar um novo impulso político ao processo de integração".

O momento coincide com um presente complexo para o Mercosul - o outro bloco regional da América do Sul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - e o protecionismo promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em mensagem transmitida na véspera do cinquentenário, o presidente Duque disse que para a Colômbia "a CAN continuará sendo uma referência, um espaço para continuar construindo o futuro dos países andinos através do comércio".

Foi na Colômbia, na cidade caribenha de Cartagena, onde em 1969 nasceu o acordo que lançou as bases para o que seria o Pacto Andino e, mais tarde, a Comunidade Andina.

"Hoje, apesar das dificuldades, estamos mais fortes e preparados para enfrentar os desafios de um mundo globalizado", disse Duque, renovando seu compromisso com um futuro comum entre os quatro países.

Durante a cúpula, a presidência rotativa será transferida do Peru para a Bolívia, para o período 2019-2020.

"Viemos com várias propostas e uma agenda bastante ampla sobre questões de integração, além de questões comerciais", disse o vice-ministro de Comércio Exterior da Bolívia, Benjamín Blanco, em La Paz, na sexta-feira.

Embora a Venezuela não esteja na agenda, é possível que sua situação política e migratória seja abordada. Colômbia, Peru e Equador são os países da região que receberam o maior número de venezuelanos fugindo da grave crise que assola o país.

A Venezuela fez parte da organização até sua saída em 2006 devido a divergências sobre a assinatura de acordos de livre comércio da Colômbia e o Peru com os Estados Unidos.

Durante a reunião serão anunciadas decisões em benefício de mais de 110 milhões de cidadãos comunitários, como a eliminação gradual dos custos de roaming para telecomunicações internacionais entre Bolívia, Equador, Colômbia e Peru, cujas tarifas são consideradas prejudiciais pela CAN.

A união permite o trânsito livre dos habitantes dos quatro países. Da mesma forma, os produtos da CAN estão livres de tarifas para sua comercialização entre seus membros.

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