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Estado de Minas

Monsanto tinha arquivos de personalidades de sete países da UE


postado em 21/05/2019 09:25

A empresa de biotecnologia Monsanto tinha arquivos de simpatizantes e críticos em sete países da União Europeia (UE), anunciou nesta terça-feira o grupo Bayer, depois que a existência do material foi revelada na França no início do mês.

"Consideramos no momento que a agência Fleishman Hillard estabeleceu para a Monsanto listas na França, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Espanha e Reino Unido, além de personalidades relacionadas com as instituições europeias", afirmou a Bayer.

O escritório de advocacia Sidley Austin, contratado pela empresa alemã, "determinará se estas listas existem também em outros países", completou a Bayer.

Até o momento era conhecida apenas a existência deste tipo de lista na França. A Bayer pediu desculpas e informou na semana passada que outros países europeus "muito provavelmente" estavam afetados.

O grupo químico alemão, proprietário da Monsanto desde o ano passado, também anunciou que encerrou "até nova ordem" a colaboração na área de comunicação com a agência Fleishman Hillard.

Bayer continuará, no entanto, trabalhando com a agência em questões de marketing.

Vários meios de comunicação franceses, como Le Monde, France Télévision, Radio France, Le Parisien e a Agência France-Presse, anunciaram ter apresentado um recurso à justiça contra os arquivos depois que o jornal Le Monde e o canal de televisão France 2 revelaram que centenas de personalidades (políticos, cientistas, jornalistas, entre outros) haviam sido classificados em função de suas opiniões a respeito dos pesticidas ou os organismos geneticamente modificados, e a possibilidade de influência sobre estas pessoas.

Os arquivos incluíam "principalmente jornalistas, políticos e outros grupos de interesse", confirmou a Bayer.

Após as revelações, a justiça francesa anunciou uma investigação por suspeitas de criação de arquivos supostamente ilegais por meio da "coleta de dados pessoais através de métodos fraudulentos, desleais e ilícitos".

Os arquivos datavam de 2016, ou seja, antes da compra da Monsanto pelo grupo alemão Bayer concluída no ano passado.

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