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Estado de Minas

Crianças nascidas por estupros de combatentes do EI não serão consideradas yazidis


postado em 28/04/2019 16:16

As crianças nascidas de mães yazidis violentadas por jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) não serão consideradas como parte desta etnia curda e não poderão fazer parte desta comunidade que vive no norte do Iraque, anunciou o Conselho Espiritual Supremo desta minoria.

Perseguida pelos jihadistas, a minoria yazidi no Iraque chegou a contar com 500 mil pessoas em seu bastião histórico do monte Sinyar (noroeste), antes da região ser tomada pelo EI em 2014.

Os homens da etnia foram assassinados, os meninos forçados a combater pelo EI e as mulheres sequestradas e tratadas como escravas sexuais.

O futuro das crianças nascidas como consequência de estupros provocou um forte debate na comunidade, que reconhece como membros da etnia apenas aqueles que são filhos de pai e mãe yazidis.

Na semana passada, o chefe do Conselho Espiritual Supremo, Hazem Tahsin Said, publicou uma ordem "aceitando todas as sobreviventes" dos crimes do EI, por considerá-las vítimas de atos cometidos "contra sua vontade", permitindo assim que vivam com suas famílias. Mas esta decisão não permite que as crianças nascidas por agressões sexuais sejam consideradas da comunidade.

Durante muito tempo, os yazidis consideraram que as mulheres que se casavam fora do grupo não poderiam seguir fazendo parte dele, incluindo as violentadas pelo EI.

No Iraque, as crianças herdam a nacionalidade do pai e pertencem à comunidade dele. Todo órfão que não tem como comprovar a origem do pai é considerado um apátrida.


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