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Estado de Minas

Atentados no Sri Lanka no domingo de Páscoa chocam o mundo


postado em 21/04/2019 16:12

As manifestações de condolências e os chamados pela defesa da liberdade religiosa se multiplicaram no mundo em reação aos sangrentos atentados deste domingo (21), no Sri Lanka, contra três igrejas católicas, onde os cristãos celebravam a Páscoa, e vários hotéis.

- VATICANO: O papa Francisco expressou sua "tristeza" frente a estes "graves atentados, que justo hoje, dia de Páscoa, trouxeram luto e dor a várias igrejas e outros lugares de reunião no Sri Lanka" e disse estar próximo "de todas as vítimas de uma violência tão cruel".

- ESTADOS UNIDOS: Pelo Twitter, o presidente Donald Trump enviou suas "sentidas condolências do povo dos Estados Unidos para o do Sri Lanka pelos terríveis ataques terroristas".

"Estamos prontos para ajudar!", acrescentou Trump, que, equivocadamente, referiu-se à morte de "pelo menos 138 milhões de pessoas" - em vez das 207 vítimas letais até agora.

- UNIÃO EUROPEIA: O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou seu "horror" e sua "tristeza", diante desses atentados contra pessoas que "foram pacificamente à missa, ou que visitavam esse país encantador".

"Estes atos de violência neste dia sagrado são atos de violência contra todas as crenças", afirmou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

- REINO UNIDO: A primeira-ministra Theresa May, cujo país colonizou Sri Lanka (1796-1948), denunciou "atos de violência [...] realmente terríveis" e considerou que "devemos nos unir para tentar fazer que ninguém nunca tenha de praticar sua fé com medo".

- FRANÇA: "Toda nossa solidariedade com o povo do Sri Lanka e nossos pensamentos para todos os parentes das vítimas neste dia de Páscoa", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, compartilhando sua "profunda tristeza" após estes "atos abomináveis".

- ALEMANHA: A chanceler alemã, Angela Merkel, condenou a onda de atentados em igrejas e lugares turísticos no Sri Lanka e insistiu em que "o ódio religioso e a intolerância que se mostraram de maneira tão terrível hoje não devem vencer".

- ESPANHA: "Minha mais enérgica condenação aos terríveis atentados no Sri Lanka", reagiu o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez. "Dezenas de vítimas que celebravam a Páscoa de Ressurreição nos fazem chorar. O terror e a barbárie nunca nos dobrarão".

O ministro das Relações Exteriores, Josep Borrell, enviou seu "apoio à sociedade cingalesa neste ataque cruel contra a convivência e a liberdade religiosa".

- HOLANDA: "Terríveis informações do Sri Lanka sobre sangrentos ataques contra hotéis e igrejas neste domingo de Páscoa", tuitou o primeiro-ministro Mark Rutte, cujo país colonizou o Sri Lanka em 1658 antes da chegada dos britânicos.

- ITÁLIA: O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini dirigiu sua "oração, a do governo e a de todos os italianos aos mortos inocentes massacrados por terroristas no Sri Lanka".

- RÚSSIA: O presidente Vladimir Putin espera que os responsáveis "de um crime tão cínico e execrável cometido em meio às celebrações de Páscoa sejam punidos como merecem" e enviou seu apoio ao Sri Lanka para "combater a ameaça do terrorismo internacional".

- IRÃ: "O crime de hoje demonstrou mais uma vez que o odiado fenômeno do terrorismo se tornou um problema global, independentemente de qualquer fronteira, raça, nacionalidade, ou religião, e que pode ser erradicado apenas com a resoluta vontade de todos os países".

- PALESTINOS: O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, denunciou atentados "horríveis e criminosos".

"O terrorismo se estende como uma epidemia pelo mundo inteiro", constatou, pedindo "aos países do mundo que cooperem para erradicar o terrorismo".

- JORDÂNIA: O ministro das Relações Exteriores, Ayman al-Safadi, ressalta que seu país "condena duramente esses crimes atrozes e participa do combate contra o terrorismo e sua ideologia de ódio".

- GOLFO: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein dão seu apoio ao Sri Lanka e destacam sua rejeição ao terrorismo. O Catar também se pronunciou nesse sentido.

- INSTITUIÇÃO SUNITA AL-AZHAR: A grande instituição do Islã sunita, Al-Azhar, com sede no Cairo, condenou "o ataque terrorista no Sri Lanka".

"Não consigo imaginar como um ser humano pode atacar pessoas pacíficas em seu dia de festa", comentou o grande imã de Al-Azhar, xeque Ahmed al-Tayeb, pelo Twitter da instituição.

"O instinto desses terroristas contradiz os preceitos de todas as religiões", acrescentou.

- ÍNDIA: para o primeiro-ministro Narendra Modi, "uma barbárie nesse nível não tem lugar na nossa região".

"A Índia é solidária com o povo do Sri Lanka", frisou.

- PAQUISTÃO: O primeiro-ministro Imran Khan "condena fortemente o horrível ataque terrorista no Sri Lanka, neste domingo de Páscoa, que causou a perda de vidas preciosas e centenas de feridos". Ele manifestou a "total solidariedade" de seu país ao Sri Lanka.

- AUSTRÁLIA: Segundo o primeiro-ministro Scott Morrison, "nosso coração está com esses cristãos e com todos os outros inocentes que foram massacrados hoje neste ataque atroz".

- NOVA ZELÂNDIA: Após o massacre de 50 fiéis muçulmanos em 15 de março, em Christchurch, por um supremacista branco australiano, a primeira-ministra Jacinda Ardern disse que "ver um ataque no Sri Lanka contra pessoas que estavam em igrejas e hotéis é abominável".

"Temos de encontrar, coletivamente, as respostas para pôr fim à essa violência", afirmou.

- QUÊNIA: Lembrando que seu país já foi atingido por atentados letais, o presidente Uhuru Kenyatta garantiu a Colombo seu "apoio total (...) para trabalhar junto no combate ao diabo do terrorismo".

-EL SALVADOR: "El Salvador externa suas condolências ao povo e ao governo do Sri Lanka e (...) expressa sua condenação a estas ações que buscam semear o terror", afirmou a Chancelaria em um comunicado.

- EQUADOR: O presidente equatoriano, Lenín Moreno, afirmou no Twitter que o "Equador condena os ataques desta manhã no Sri Lanka contra igrejas e hoteis. Com profunda tristeza expressamos nossa solidariedade às famílias daqueles que sofreram as consequências do ódio e da intolerância".

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