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Estado de Minas

Oposição na Nicarágua desafia Ortega nas ruas um ano após início de protestos


postado em 17/04/2019 22:27

Um ano após o início dos protestos contra o governo de Daniel Ortega, opositores nicaraguenses realizaram nesta quarta-feira em Manágua um protesto contra as prisões sofridas nos últimos 12 meses, apesar do envio de centenas de policiais para tentar impedir a marcha.

"O povo unido jamais será vencido!" e "Liberdade para prisioneiros políticos!", gritaram dezenas de manifestantes em uma rotatória no sul da capital, em meio às sirenes das patrulhas policiais que tomaram conta da área.

As forças de segurança cercaram os jornalistas e manifestantes que se reuniram para iniciar a marcha chamada "Somos todos abril", em um ambiente muito tenso.

Os manifestantes, em grupos com entre 100 e 200 pessoas, ficaram presos em vários pontos sobre a avenida pela ação da polícia de choque e das forças especiais.

A tensão foi maior em certos pontos, como em torno do Centro Bancário Lafise, o Edifício Pellas e a Catedral de Manágua, onde centenas de manifestantes se refugiaram para evitar a prisão.

Ao menos 67 pessoas foram detidas, em distintos pontos da capital, incluindo o jornalista Abixael Mogollón, da plataforma digital Artículo 66, quando fazia uma transmissão ao vivo, segundo a Articulação de Movimentos Sociais.

Dos 67 detidos, seis foram libertados, incluindo Mogollón, segundo fontes opositoras.

"Temos que protestar, temos que dizer à ditadura que temos o direito de protestar", disse à AFP o cientista político José Antonio Peraza, do opositor Movimento pela Nicarágua.

"Nós vimos um deslocamento policial desproporcional, eles não nos permitiram exercer nosso direito à manifestação", disse o líder estudantil Max Jerez.

"Vamos para a rua, não ficaremos imobilizados pelo medo porque não podemos. Há um ano, fomos protagonistas na rua e vamos sair de novo", disse à AFP a universitária Dolly Mora, da coalizão oposicionista Unidad Nacional Azul y Blanco (Unab), que organizou o protesto.

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