O Conselho francês do culto muçulmano (CFCM) anunciou, nesta segunda-feira, que apresentou uma queixa contra o Facebook e o YouTube França em razão da difusão nessas plataformas do vídeo do massacre de 50 fiéis por um extremista australiano em Christchurch, na Nova Zelândia.
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O CFCM argumenta que "atos de terrorismo foram mantidos" no Facebook "29 minutos após o início" de sua transmissão, "antes dos moderadores do Facebook removê-lo".
Minutos durante os quais menores tiveram acesso às imagens, incluindo menores de fé muçulmana, profundamente traumatizados por este vídeo".
A associação acrescenta que "a falta de velocidade do Facebook para apagar o vídeo resultou em sua publicação no YouTube logo após a transmissão ao vivo" e, assim, o vídeo "foi transmitido no território nacional por meio dessas duas plataformas".
"Essas redes sociais devem assumir suas responsabilidades criminais por causa da gravidade do crime e das consequências psicológicas para os mais jovens", de acordo com o CFCM.
Segundo o Facebook, o vídeo do massacre, de 17 minutos, foi visto ao vivo apenas 200 vezes, mas o grupo teve que remover 1,5 milhão de vídeos compartilhados.
Em Christchurch, duas pessoas foram indiciadas por compartilhar o vídeo.
As vítimas dos ataques eram todas muçulmanas. O assassino, Brenton Tarrant, é um supremacista branco convencido de que os muçulmanos estão "invadindo" os países ocidentais.
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