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Estado de Minas

Veja os principais cenários do Brexit


postado em 21/01/2019 11:55

A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresenta nesta segunda-feira seu Plano B para o Brexit, quase uma semana depois da rejeição pelo Parlamento do acordo negociado por seu governo com Bruxelas.

A dez semanas da data prevista para a saída do Reino Unido da UE, veja quais os cenários possíveis.

Outro acordo

Tanto May quanto Bruxelas insistiram que esse acordo é o melhor e o único possível.

Após a esmagadora rejeição pelo Parlamento, May realizou algumas consultas com a oposição que apenas serviram para evidenciar as discordâncias irreconciliáveis entre a líder conservadora e os outros partidos.

Para a chefe de governo, o acordo deve permitir que Londres recupere o controle de suas fronteiras, limitando a imigração da UE, e desenvolver uma política comercial independente, dois pontos incompatíveis com a posição do principal partido da oposição, o Partido Trabalhista.

Nesta segunda-feira, May apresentará seu plano alternativo, provavelmente com poucas diferenças em relação ao inicial, ao qual os deputados poderão apresentar emendas.

Tudo isso será debatido e votado em 29 de janeiro.

Se May conseguir o improvável apoio dos deputados, sua proposta ainda deverá ser aceita pelos outros 27 países membros da UE.

Brexit sem acordo

Entre os cenários especulados nas últimas semanas, está a possibilidade o Parlamento votar de maneira consultiva várias opções antes de tentar aprovar uma solução consensual.

Entre as opções, o país também poderia negociar um acordo com a UE similar ao atual da Noruega, com acesso ao mercado único, mas sem ser membro da união aduaneira. Os líderes da UE até agora afirmaram, no entanto, que o acordo atual não pode ser modificado.

Também existe a possibilidade de um Brexit sem acordo. É um cenário temido pelos meios econômicos britânicos e ao qual a maioria dos deputados se opõem. Essa poderia ser a opção alternativa apresentada pelo governo, mas também é a opção default caso o Parlamento não alcance outra solução.

O Banco da Inglaterra advertiu que isso mergulharia o país em uma grave crise econômica, com disparada do desemprego e da inflação, queda da libra e do preço da moradia e quase 10% de redução do Produto Interno Bruto (PIB).

Este cenário poderia causar escassez de medicamentos, provocar engarrafamentos monstruosos nos portos e impedir as companhias aéreas britânicas de voarem.

Adiamento do Brexit

Diante da aproximação de 29 de março, a data do Brexit deve ser adiada em caso de renegociação, mas também da organização de eleições legislativas antecipadas ou de um segundo referendo.

Para isso, seria preciso uma extensão do Artigo 50 do Tratado da UE, que rege as modalidades de saída de um país-membro, que deveria ser aprovada por unanimidade pelos outros 27 países-membros.

Fontes europeias informaram que isso seria possível até o final de junho ou início de julho, com a formação do novo Parlamento Europeu após as eleições de maio.

Anulação do Brexit

Os deputados podem apresentar emendas ao plano B do governo. Entre elas, a organização de um segundo referendo, que os deputados pró-europeus querem que inclua a possibilidade de permanecer na União Europeia.

De qualquer maneira, a Justiça europeia deixou claro que Londres, se desejar, pode parar o Brexit de forma unilateral até antes de sua saída se tornar efetiva.

A organização de uma segunda consulta levaria tanto tempo que seria necessário um adiamento da data do Brexit por parte de Bruxelas.

O Partido Trabalhista afirmou que apoiaria esta opção apenas se não conseguir convocar eleições legislativas antecipadas.


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