O Centro de Costa Salguero, onde se realizam em Buenos Aires as sessões reservadas dos governantes dos países integrantes do G-20, esconde um bunker - é por isso, em grande parte, que foi escolhido para abrigar a reunião de presidentes e primeiros-ministros. No meio do complexo de 20 mil m² cobertos, há um conjunto feito de concreto reforçado, com paredes forradas de placas de aço, sem janelas e com renovadores de ar independentes. Os pórticos metálicos são do tipo corta fogo. Não é por acaso.
O conjunto, dedicado a receber eventos, incorporou essa célula de segurança em um projeto de expansão executado há 20 anos. Para o encontro do G-20, na sala dos debates foram colocadas apenas 22 poltronas pretas. Ao lado de cada uma delas há uma pequena mesa redonda, de apoio. O espaço é para conversações reservadas. Técnicos e assessores ficam de fora.
A programação do G-20 é intensa e previa que todas as atividades fossem realizadas no Costa Salguero; as refeições e os briefings de ajustes de informações. O cardápio disponível citava "cozinha internacional" e "gastronomia típica," sem, todavia, revelar detalhes. Vinhos argentinos, naturalmente. Alguns dos dirigentes, apenas dois ou três de acordo com a indiscrição de funcionários da organização, trouxeram em suas equipes uma versão moderna de provadores de comida - assumidamente, só o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed Bin Salman.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo..