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Estado de Minas

Coalizão árabe pede aos EUA que parem de abastecer seus aviões em voo no Iêmen


postado em 10/11/2018 01:23

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes huthis no Iêmen pediu aos Estados Unidos o fim das operações de abastecimento de seus aviões em pleno voo, anunciou no sábado a agência oficial saudita.

"Recentemente, o Reino e a Coalizão aumentaram sua capacidade de realizar abastecimento em pleno voo no Iêmen de forma independente. Diante disto e consultando os Estados Unidos, a Coalizão pediu o fim do apoio ao abastecimento em voo para suas operações no Iêmen", assinala a agência de imprensa oficial saudita SPA.

A Arábia Saudita e o restante dos membros da coalizão, que apoiam as forças leais ao presidente iemenita, Abd Rabo Mansur Hadi, "tratam continuamente de melhorar seu profissionalismo militar e sua autosuficiência", destaca a agência saudita.

A nota acrescenta que "o comando da Coalizão tem esperança de que as próximas negociações auspiciadas pela ONU em um terceiro país conduzam a uma solução negociada" para o conflito.

A coalizão "espera ver o fim da agressão das milícias huthis apoiadas pelo Irã contra o povo iemenita e contra os países da região, especialmente a ameaça de mísseis balísticos e de drones".

No momento, a coalizão concentra seus esforços no Iêmen na retomada do porto de Hodeida.

Sob o controle dos rebeldes desde 2014, Hodeida tem um porto estratégico pelo qual entra 70% da ajuda ao Iêmen, que segundo a ONU sofre uma das piores crises humanitárias devido à guerra iniciada em 2015.

Desde 1º de novembro, as forças aliadas ao presidente Mansur Hadi tentam tomar esta cidade-chave do oeste do Iêmen.

A campanha para retomar Hodeida começou em junho de 2018, mas foi suspensa um mês depois para permitir uma mediação da ONU.

Após o fracasso da mesa de diálogo em Genebra, no mês de setembro, a coalizão árabe anunciou a retomada do assalto à Hodeida.

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