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Estado de Minas

Procuradoria peruana abre investigação contra marido de Keiko Fujimori


postado em 07/11/2018 18:01

A Procuradoria peruana abriu uma investigação por suposta lavagem de dinheiro contra o marido da líder opositora Keiko Fujimori, que está presa, o empresário ítalo-americano Mark Vito Villanella, informou a sua advogada nesta quarta-feira (7).

"Sim, abriram ontem (terça-feira). É o mesmo caso (que o de Keiko), por suposta lavagem de dinheiro", disse à AFP a advogada Giuliana Loza, que defende o casal.

A decisão de investigar o marido da líder opositora foi tomada pelo procurador José Domingo Pérez devido à compra de dois terrenos com fundos de origem supostamente ilícita, em 2015 e 2016.

"Formalizar a investigação preparatória contra Mark Vito Villanella pelo suposto crime de lavagem de dinheiro", diz a resolução da Procuradoria, publicada pelo site do jornal La República.

Os terrenos situados no distrito de Chilca, ao sul de Lima, custaram 183.000 dólares, que Villanella afirmou nesta quarta ter pago com suas economias, criticando a decisão da Procuradoria.

"A injustiça não tem limites. Não sou uma pessoa política, parece que o juiz (Richard Concepción) Carhuancho quer me colocar na prisão", declarou Villanella ao canal N de televisão, fazendo alusão ao juiz que enviou sua esposa à prisão preventiva há uma semana.

"Querem deixar minhas (duas) filhas sem mãe, agora querem deixá-las sem pai, é uma caça", acrescentou Villanella, que se autodefiniu como "um empresário de sucesso".

A advogada Loza apresentou na terça-feira uma apelação contra a prisão preventiva por 36 meses que Keiko cumpre há uma semana, que deve ser resolvida nos próximos dias por um tribunal.

A filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) está em prisão preventiva por risco de fuga, ou que tente obstruir as investigações contra ela por supostamente receber contribuições ilegais da empreiteira Odebrecht para sua campanha presidencial de 2011.

Além disso, a Justiça deve decidir os pedidos de prisão preventiva por 36 meses contra outros 10 acusados no mesmo caso, entre eles dirigentes e assessores do partido fujimorista Força Popular (direita populista), que controla o Congresso peruano.

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