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Estado de Minas

Irã diz que sanções dos EUA são absurdas e ilegais


postado em 06/11/2018 12:24

As sanções dos Estados Unidos contra o Irã e as condições para levantá-las são "absurdas, ilegais e fundamentalmente tendenciosas", declarou o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, em um vídeo postado no YouTube nesta terça-feira.

"O governo americano parece acreditar que a imposição de sanções draconianas ao Irã causará tanta dor a nossa nação que isso nos obrigará a nos submeter a sua vontade", declarou na mensagem, publicada em inglês e em persa.

"Sobrevivemos a tempos difíceis em 40 anos de hostilidade americana, confiando apenas em nossos próprios recursos, e hoje nós e nossos parceiros em todo o planeta vamos garantir que nosso povo seja afetado o mínimo possível por essa agressão cega", acrescentou o ministro.

Na véspera, os Estados Unidos afirmaram que serão implacáveis na aplicação de suas sanções aos setores petroleiro e financeiro do Irã - que, por sua vez, já prometeu "contornar com orgulho" as novas sanções.

Em meio a críticas internacionais por sua ação unilateral, o governo do presidente Donald Trump poupou oito países da aplicação do embargo ao petróleo iraniano, principal produto de exportação do país.

Seis meses depois de se retirar unilateralmente do acordo nuclear iraniano assinado em 2015, o secretário de Estado Mike Pompeo disse que a meta é que Teerã dê "uma guinada de 180 graus" e abandone seu "rumo revolucionário".

Embora não tenha exigido uma mudança de regime, Pompeo reiterou que o Irã deve acabar com as políticas que têm suas raízes na revolução islâmica de 1979 e que incluem o apoio a forças como a milícia islâmica Hezbollah e o desenvolvimento de mísseis.

As sanções entraram em vigor no 39º aniversário da tomada da embaixada americana em Teerã após o triunfo da Revolução Islâmica. Inspetores da ONU dizem que o Irã mantém o acordo alcançado por Barack Obama, antecessor de Trump, para deter o programa nuclear de Teerã.

Esse acordo foi apoiado por potências europeias, Rússia e China e endossado pelo Conselho de Segurança da ONU.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, por sua vez, adotou uma postura desafiadora diante das sanções.

"Orgulhosamente vamos eludir vossas sanções ilegais e injustas porque são contra as normas internacionais", disse.

"Estamos em uma situação de guerra econômica e estamos enfrentando uma tentativa de intimidação, e não acho que na história americana tenha havido alguém na Casa Branca a ponto de contrariar as leis e convenções internacionais", acrescentou Rohani.

Desde que chegou ao poder em janeiro de 2017, Donald Trump considera o acordo nuclear uma aberração e aplica uma política hostil com relação ao Irã. Em agosto, já tinha imposto uma primeira rodada de sanções econômicas.

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