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Estado de Minas

Irã pede à ONU que responsabilize EUA por sanções


postado em 05/11/2018 19:23

O Irã pediu às Nações Unidas nesta segunda-feira (5) que responsabilize os Estados Unidos por retomar as sanções contra Teerã, qualificando as medidas como ilegais e violatórias a uma resolução do Conselho de Segurança.

O embaixador iraniano, Gholamali Khoshroo, disse em uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que a "conduta irresponsável da ONU requer uma resposta coletiva para defender o Estado de direito".

"As Nações Unidas e seus Estados-membros, de acordo com a Carta da ONU e o direito internacional, devem resistir a esses atos e responsabilizar os Estados Unidos por tais ações", acrescentou.

A administração do presidente Donald Trump voltou a impor as sanções suspensas em virtude do acordo internacional sobre o programa nuclear de Teerã de 2015, depois de se retirar desse compromisso formal alcançado entre Irã, Estados Unidos e cinco outras potências: Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia.

As sanções atingem as exportações de petróleo, o transporte marítimo e o setor bancário. Foram emitidas seis isenções à proibição das importações de petróleo iraniano para China, Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia.

O acordo nuclear foi aprovado por unanimidade por uma resolução do Conselho de Segurança, o que significa que é legalmente vinculante.

No entanto, diplomatas disseram que não há planos de suspender as sanções americanas no Conselho por enquanto.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, revelou que há pressa para pressionar a ação. "Vamos dar uma olhada na carta e responderemos de acordo", sustentou.

O embaixador iraniano, por sua vez, disse que os Estados Unidos "não apenas desafiam a resolução 2231 do Conselho de Segurança", que apoia o acordo nuclear, "como também obrigam, de forma audaciosa, outros Estados a violarem a resolução".

Durante a assembleia anual das Nações Unidas em setembro, Trump presidiu uma reunião do Conselho que se concentrou principalmente no Irã, expondo a lacuna entre os Estados Unidos e as outras potências sobre o acordo nuclear.

Os líderes europeus e representantes de Rússia e China defenderam o acordo e pediram a Trump que lhes permita continuar mantendo-o.

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