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Estado de Minas

Filhos do jornalista saudita assassinado pedem que entreguem o corpo do pai


postado em 05/11/2018 06:47

Os filhos do jornalista saudita Jamal Khashoggi pediram às autoridades sauditas que devolvam o corpo de seu pai para a família, afirmaram em em entrevista à CNN no domingo.

Khashoggi foi morto em 2 de outubro no consulado da Arábia Saudita, em Istambul, por uma equipe enviada por Riad, uma morte que o presidente da Turquia disse que foi ordenada por "altos níveis" do governo saudita.

"Eu realmente espero que tudo o que aconteceu não tenha sido doloroso para ele, ou que tenha sido rápido, que tenha sido uma morte pacífica", declarou Abdullah Khashoggi à televisão norte-americana durante uma entrevista em Washington.

"Tudo o que queremos agora é enterrá-lo em Al Baqi, em Medina, com o resto de sua família", disse seu irmão Salah, referindo-se a um cemitério na Arábia Saudita.

"Falei sobre isso com as autoridades sauditas e espero que isso aconteça rapidamente", acrescentou.

O procurador-geral turco disse recentemente que Khashoggi foi estrangulado pouco depois de entrar no consulado e também confirmou que seu corpo foi desmembrado.

Yasin Aktay, conselheiro do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, insinuou em um artigo publicado na sexta-feira que o corpo pode ter sido destruído em ácido.

Os filhos do jornalista expressaram preocupação de que o trabalho de seu pai, um colunista do Washington Post, esteja sendo distorcido por razões políticas.

"Eu vejo muitas pessoas agora tentando recuperar seu legado e, infelizmente, algumas estão usando isso de uma maneira política com a qual não concordamos", disse Salah à CNN. "Meu medo é que ele está sendo politizado demais".

"Jamal nunca foi um dissidente, ele acreditava na monarquia, que é o que mantém o país unido", acrescentou.

Os irmãos disseram que se basearam principalmente em reportagens da imprensa para entender a morte de seu pai.

"Há muitos altos e baixos (...) e estamos tentando conhecer a história, partes da história, para completar o filme", disse Abdullah.

"É confuso e difícil. Não é uma situação normal e não é uma morte normal", acrescentou.

Salah enfatizou que "o rei declarou que tudo será levado à justiça", e acrescentou acreditar nisso.

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