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Estado de Minas

Irã comemora aniversário da tomada da embaixada dos EUA na véspera de sanções


postado em 04/11/2018 11:17

Milhares de iranianos manifestaram neste domingo (4) para comemorar a tomada da embaixada dos Estados Unidos durante a Revolução Islâmica de 1979, num contexto de fortes tensões com Washington, na véspera do restabelecimento de uma nova rodada de sanções econômicas contra Teerã.

Esta celebração anual relembra o início da ocupação da embaixada durante 444 dias por estudantes islamitas, que fizeram mais de 50 diplomatas americanos reféns. Essa crise causou a ruptura das relações diplomáticas entre os dois países.

As tradicionais palavras de ordem contra os Estados Unidos e a queima de bandeiras se somaram este ano a outros atos de desafio, na véspera de uma segunda onda de sanções: os manifestantes exibiram cartazes zombando do atual presidente americano, Donald Trump, e pisaram e queimaram dólares falsos.

A "guerra econômica" de Washington é uma nova tentativa de derrubar a República Islâmica", declarou durante o evento o comandante da Guarda Revolucionária, o exército de elite do regime, Ali Jafari.

"Com a ajuda de Deus, da Resistência e com a determinação do povo (...), esta última arma brandida pelo inimigo - a guerra econômica - será derrotada", acrescentou.

"Não ameace o Irã", lançou a Trump. Desde a sua chegada à Casa Branca, em janeiro de 2017, o republicano transformou o Irã em seu maior inimigo.

Ele retirou unilateralmente seu país do acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e as grandes potências e restaurou uma primeira série de sanções.

E o segundo bloco de medidas entrará em vigor apesar de vários protestos de dirigentes iranianos, de aliados europeus de Washington, assim como de China e Rússia. Trata-se de sancionar entidades ou empresas estrangeiras que continuarem comprando petróleo iraniano ou se relacionando com os bancos da república islâmica, impedindo o acesso ao mercado americano.

Washington não esconde a sua intenção de reproduzir a estratégia utilizada com a Coreia do Norte, pois seu líder, Kim Jing Un, se comprometeu com a "desnuclearização" depois de uma reunião histórica com Trump, cujo contexto era uma escalada verbal e o reforço das sanções internacionais.

O presidente republicano repete que está disposto a se reunir com dirigentes iranianos.

Desde 24 de outubro, o Departamento de Estado americano publica no Twitter as 12 condições de Washington para um "acordo global" com o Irã.

Entre elas destacam-se restrições mais firmes e duradouras sobre o programa nuclear, assim como o fim da proliferação de mísseis balísticos e de atividades consideradas "desestabilizadoras" de Teerã em países vizinhos.

Para obrigá-lo a cumprir as suas condições, o governo americano pretende impor as sanções "mais fortes da história", pois são esperadas novas medidas punitivas nos próximos meses.

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