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Estado de Minas

Sai outro executivo da Google por assédio sexual enquanto tensão cresce


postado em 31/10/2018 17:18

A matriz da Google, Alphabet, confirmou nesta quarta-feira (31) que um executivo acusado de assédio sexual foi demitido sem indenização devido ao aumento da tensão sobre o manejo dessas questões na empresa.

A notícia de que Rich DeVaul, um dos diretores do Laboratório X - a unidade de pesquisa da Google -, havia deixado a companhia surgiu depois de relatos de que as funcionárias tentaram organizar um protesto para quinta-feira contra o manejo indulgente da conduta sexual no local de trabalho.

A Alphabet não quis dar detalhes sobre a saída de DeVaul da empresa na terça.

O diretor executivo da Google, Sundar Pichai, enviou uma mensagem aos funcionários na terça-feira à noite e uma cópia desta foi postada no site de notícias de tecnologia Ars Technica.

Pichai sustenta que ouviu muitas funcionárias falarem sobre a questão da conduta inapropriada no trabalho e está "profundamente arrependido pelos atos passados e pela dor causada às trabalhadoras".

"Como diretor executivo, pessoalmente tem sido importante tomar uma linha muito mais dura sobre o comportamento inapropriado", assinalou Pichai na mensagem, reiterando que a Google havia demitido 48 funcionários nos últimos dois anos, incluindo 13 executivos de alto escalão, como resultado de acusações de assédio sexual.

Pichai se reuniu com funcionários da Google para discutir a questão desde que o New York Times informou na semana passada que um funcionário sênior da empresa, o criador do Android, Andy Rubin, recebeu uma indenização por demissão no valor de 90 milhões de dólares após queixas de má conduta. O jornal também revelou que a Google acobertou outras alegações de assédio sexual.

Sam Singer, porta-voz de Rubin, negou as acusações em um comunicado à AFP, dizendo que Rubin deixou a Google voluntariamente para lançar a Playground, empresa de capital de risco e incubadora de tecnologia.

Questionada pela AFP e outros meios de comunicação sobre esta reação, a Google divulgou um e-mail enviado aos funcionários por Pichai indicando que nenhuma das pessoas que se demitiram ou foram demitidas devido a preocupações de assédio sexual nos últimos dois anos receberam "uma compensação de saída".

"Levamos muito a sério o fato de garantirmos um local de trabalho seguro e inclusivo", declarou Pichai no e-mail compartilhado na semana passada. "Queremos assegurar que analisamos todas as queixas sobre assédio sexual ou comportamento inadequado, investigamos e tomamos medidas".

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