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Estado de Minas

Juiz de NY anula uma das acusações contra Harvey Weinstein


postado em 11/10/2018 16:36

Um juiz de Nova York anulou nesta quinta-feira (11) uma das seis acusações de agressão sexual contra Harvey Weinstein, enquanto seus advogados asseguram que todo o caso contra o antes todo-poderoso produtor de Hollywood não se sustenta.

Weinstein, de 66 anos e pai de cinco filhos, está em liberdade após pagar uma fiança de um milhão de dólares. Nega todas as acusações contra ele.

Entrou na Suprema Corte estadual, em Manhattan, vestindo terno preto, camisa branca e gravata para a audiência, que seu famoso advogado Ben Brafman considerou um sucesso.

"Esse é obviamente um acontecimento muito positivo", declarou Brafman a jornalistas após a audiência.

"Quando uma das principais acusações neste caso se baseia em um depoimento mentiroso, isso é um acontecimento muito, muito importante", acrescentou.

"Acho que isto contaminou o processo inteiro do grande júri", sustentou.

A acusação que foi deixada de lado concerne à suposta agressão sexual de Lucia Evans, uma executiva de Marketing que assegura que Weinstein a obrigou a fazer sexo oral nele em 2004, durante um casting nos escritórios da produtora Miramax em Manhattan.

Segundo o advogado de Weinstein, o grande júri que decidiu que havia material suficiente para acusar Weinstein pela agressão sexual de três mulheres não recebeu informações importantes sobre a denúncia de Evans, e isso invalida a sua acusação.

"Não acho que (o juiz) tenha outra opção além de anular toda a acusação contra Harvey Weinstein", afirmou Brafman.

Em agosto, o advogado já havia revelado dezenas de mensagens "quentes" enviadas por outra acusadora do magnata ao longo de quatro anos e que tampouco foram levadas pela Promotoria ao grande júri, que decidiu acusar Weinstein.

Esta mulher, que acusa o produtor de cinema de tê-la estuprado em 2013, escreveu inclusive "te amo, sempre amei" em 2017, quase quatro anos depois do suposto crime.

A carreira do produtor de cinema descarrilou em outubro do ano passado, quando 80 mulheres, incluindo estrelas como Angelina Jolie e Ashley Judd, contaram que foram assediadas ou abusadas sexualmente pelo produtor, até então considerado um dos mais prestigiados em Hollywood.

As revelações sobre Weinstein levaram ao surgimento do movimento #MeToo contra o assédio e a agressão sexual, que derrubou dezenas de homens poderosos em todos os setores e hoje continua sacudindo os Estados Unidos.

A próxima audiência acontecerá em 20 de dezembro, anunciou o juiz.

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