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Estado de Minas

Nikki Haley, a figura mais recente a deixar o governo Trump


postado em 09/10/2018 19:24

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, um rosto muito visível da administração de Donald Trump, se converteu nesta terça-feira (9) na mais recente baixa do atual governo.

Veja a seguir as principais figuras que deixar seu cargo desde que Trump assumiu, em janeiro de 2017:

- Embaixadora na ONU Nikki Haley -

Haley, uma estrela na administração de Trump e firme defensora de sua política externa, anunciou em 9 de outubro que deixará o seu cargo no final do ano. A ex-governadora da Carolina do Sul foi contundente na ONU contra Coreia do Norte, Síria, Irã, Venezuela e Nicarágua. Nunca temeu dizer o que pensava, inclusive em termos pouco diplomáticos, e ganhou a reputação de enfrentar Trump quando sentia que devia fazê-lo. Sua agressiva crítica à Rússia lhe valeu aplausos. Com seu partido republicano, aumentou a especulação sobre o seu futuro político, mas negou planos de disputar em 2020 com seu chefe, cuja reeleição prometeu apoiar.

- Chefe de Meio Ambiente Scott Pruitt -

O então chefe da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt, foi demitido por Trump em julho. A saída deste ex-procurador-geral de Oklahoma vinculado à indústria de combustíveis fósseis aconteceu em meio a escândalos por seu estilo de vida e uso inapropriado de fundos públicos.

- Conselheiro de Segurança Nacional H.R. McMaster -

H.R. McMaster foi substituído pelo conservador John Bolton em 22 de março. Sua saída era previsível. Em fevereiro, Trump havia questionado-o no Twitter depois que McMaster considerou "irrefutáveis" as provas da ingerência de Moscou nas eleições.

- Secretário de Estado Rex Tillerson -

Tillerson foi demitido por um tuíte em 13 de março após meses de tensão e humilhação por parte de Trump sobre a sua estratégia diplomática, em particular sobre Coreia do Norte e Irã. Durante a sua gestão, o outrora diretor executivo da ExxonMobil muitas vezes se viu forçado a negar brigas com Trump, permanecendo no cargo apesar dos boatos de que havia chamado-o de "imbecil".

- Conselheiro econômico Gary Cohn -

O ex-executivo do banco de investimentos Goldman Sachs renunciou como principal conselheiro econômico de Trump em 6 de março pela decisão do presidente de impor novas taxas às importações de aço e alumínio, após vários desacordos.

- Chefe de estratégia Steve Bannon -

Steve Bannon, apelidado de "presidente nas sombras", renunciou como principal estrategista da Casa Branca em 18 de agosto de 2017. Idealizou a campanha de Trump, de forte caráter populista e nacionalista. No governo, Bannon teve choques constantes com outros assessores. Seus laços com a extrema direita motivaram acusações de que Trump representava racistas.

- Chefe de gabinete Reince Priebus -

Priebus, ex-chefe do Comitê Nacional Republicano, foi o primeiro chefe de gabinete da Casa Branca de Trump. Mas nunca conseguiu disciplinar o presidente ou seus colaboradores. Saiu em 31 de julho de 2017, depois de 189 dias no cargo, ao perder o apoio de Trump.

- Porta-voz Sean Spicer -

O porta-voz da Casa Branca Sean Spicer era encarregado da complexa missão de comunicar as mensagens de Trump. Renunciou em 22 de julho de 2017, após a nomeação do explosivo Anthony Scaramucci como diretor de Comunicações da Casa Branca, que foi demitido após 10 dias, quebrando o recorde de baixa permanência.

- Conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn -

O conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn chegou à Casa Branca depois de ter sido demitido por Barack Obama como chefe da Inteligência da Defesa. Com Trump, durou 22 dias: foi expulso em 13 de fevereiro de 2017, comprometido por declarações falsas sobre seus contatos com funcionários russos e após revelarem que havia sido lobista do governo turco.

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