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Estado de Minas

Ministros de China e EUA trocam farpas em Pequim


postado em 08/10/2018 10:54

O secretário de Estado americano Mike Pompeo e seu homólogo chinês Wang Yi deram mostras, nesta segunda-feira, de um diálogo pouco diplomático em Pequim, dias depois de o vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence ter formulado críticas que a China classificou de "ridículas".

De passagem por Pequim ao fim de uma viagem pela Ásia em que se reuniu com o dirigente norte-coreano Kim Jong Un, Pompeo ouviu críticas do ministro das Relações Exteriores chinês sobre as últimas medidas tomadas por Washington, desde a guerra comercial até a vendas de armas à ilha de Taiwan.

"Estas medidas prejudicam a confiança mútua e atrapalham o futuro das relações sino-americanas, o que vai completamente contra os interesses dos dois povos", lamentou Wang aos jornalistas no começo de seu encontro com seu homólogo americano.

"Nós exigimos que os Estados Unidos interrompam essas ações imprudentes", afirmou, convidando os dois países a cooperar para evitar "cair no conflito e na confrontação".

O chefe da diplomacia de Donald Trump, que não foi recebido pelo presidente Xi Jinping, reconheceu que os dois países têm "divergências fundamentais".

"Estamos muito preocupados pelas medidas adotadas pela China e agradeço poder discutir pois se trata de uma relação extremamente importante", disse.

A visita de Pompeo aconteceu quatro dias depois de Pence dizer, em uma audiência em um instituto de análise conservador em Washington, que a China se intromete na política americana para conseguir uma mudança de presidente.

O vice-presidente de Estados Unidos também acusou a China de lançar um "salva-vidas" à Venezuela com "empréstimos questionáveis" em troca de petróleo, e criticou que tenha convencido Panamá, República Dominicana e El Salvador a romper os laços com Taiwan.

Na sexta-feira, a China classificou as acusações de Pence de "injustificáveis".

Pompeo lamentou nesta segunda-feira, diante de seu homólogo, a suspensão - segundo ele por parte da China - de uma reunião entre os ministros da Defesa dos dois países, prevista para outubro em Pequim.

No entanto, o ministro Wang Yi respondeu que a reunião "não foi suspensa pelos chineses. É um fato", disse sem dar mais detalhes.

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