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Estado de Minas

Talibãs pedem violência nas eleições do Afeganistão


postado em 08/10/2018 07:42

Os talibãs lançaram nesta segunda-feira um chamado à violência contra as forças de seguranças afegãs para que as eleições legislativas do 20 de outubro fracassem, no momento em que o emissário americano para a paz no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, realiza suas primeiras consultas em Kabul.

Em um comunicado de seu porta-voz Zabihulah Mujahid, o grupo talibã convoca os "mujahedines a frear esse processo dirigido pelos Estados Unidos, usando todos os meios a disposição" mas "protegendo a vida dos habitantes e as suas propriedades".

"Aqueles que apoiam o êxito deste processo, ajudando com a segurança", ou seja, as forças afegãs, "devem ser alvo" de ataques, acrescentou o texto. "É preciso fazer de tudo para fazer esse complô maldoso dos americanos fracassar".

O comunicado foi publicado em meio à primeira visita do diplomata americano encarregado de dirigir os esforços de paz no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, a Cabul.

Sua viagem de dez dias na região o levará também para Paquistão, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, para "coordenar e dirigir os esforços dos Estados Unidos para levar os talibãs à mesa de negociações", anunciou na semana passada o Departamento de Estado americano.

Khalilzad se reuniu neste domingo à noite com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e outras autoridades.

Nesta segunda-feira, o chefe do executivo afegão, Abdullah Abdullah celebrou as intenções americanas.

"Acreditamos que quanto mais se prestar atenção ao processo, mais possibilidades de sucesso haverá", disse ao expressar sua esperança de que os talibãs aproveitem "esta oportunidade para pôr fim à guerra".

Os insurgentes, que obedeceram um cessar-fogo inédito no final do Ramadã em junho, voltaram nesta segunda-feira a lembrar suas principais reivindicações.

"Nós reiteramos e lembramos aos invasores estrangeiros e aos que concebem essas eleições falsa que a verdadeira solução para a crise afegã atual reside na retirada completa de todas as forças de ocupação estrangeiras e no restabelecimento de uma soberania puramente islâmica", insistiu o comunicado.

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